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Tiroteio com a polícia resulta em seis feridos no leste de Joanesburgo

Data de publicação
09 Abril 2024
20:05

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas num tiroteio entre mineiros ilegais e a polícia no leste de Joanesburgo, a capital económica da África do Sul, anunciou hoje a força de segurança sul-africana.

O incidente ocorreu hoje durante uma operação multidisciplinar envolvendo forças especiais e a unidade de mineração ilegal da Polícia Sul-Africana (SAPS), no subúrbio de Primrose, na cidade de Ekurhuleni (antiga Germiston), a cerca de 15 quilómetros a leste da capital mineira sul-africana, indicou um porta-voz da polícia metropolitana.

Em Primrose situa-se o Luso África, uma das mais antigas coletividades portuguesas na África do Sul.

A degradação de serviços e infraestruturas públicos, associada à elevada criminalidade, proliferação de povoamentos informais e atividades de mineração ilegal tem afetado a comunidade lusa local na cidade de Germiston, antiga “capital do têxtil” do país africano, onde se situa desde 1920 a Rand Refinery, uma das maiores refinarias de ouro e fundição de metais preciosos do mundo.

“Durante o tiroteio, os agentes da polícia atingiram seis suspeitos, desarmando-os, e prenderam outro suspeito do sexo masculino que tentou fugir do local”, afirmou o porta-voz da polícia sul-africana à imprensa local, acrescentando que “os suspeitos, com idades entre 27 e 33 anos, foram transportados para o hospital mais próximo para tratamento médico”.

A polícia apreendeu armamento variado, incluindo uma espingarda de calibre 12, automáticas de 9mm, e uma quantidade não especificada de munições.

Os sete suspeitos detidos enfrentam acusações de posse de arma de fogo ilegal, munições reais e tentativa de homicídio, segundo a polícia sul-africana.

Na África do Sul, a exploração mineira ilegal é frequente, com os mineiros conhecidos localmente como “zama zamas” a trabalharem em numerosas minas desativadas e abandonadas, em especial na zona urbana de Joanesburgo e arredores.

O setor, que conheceu um dos desenvolvimentos mais lucrativos do continente africano, está frequentemente associado à atividade de grupos criminosos organizados na África do Sul.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aprovou em novembro do ano passado o destacamento de 3.300 efetivos do exército para impedir a exploração mineira ilegal em todo o país, que é rico em recursos como ouro, diamantes e platina.

A medida visa “conduzir uma operação anticrime contra a mineração ilegal em todas as províncias”, em conjunto com a Polícia Sul-Africana (SAPS) até ao próximo dia 28, anunciou a presidência sul-africana.

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