O livro ‘De Profundis - Pensar e Acreditar Depois de Auschwitz’, da autoria de João Diogo Gonçalves, foi apresentado esta tarde, no Museu de Arte Sacra, no Funchal, numa sessão bastante concorrida de público.
Familiares, amigos, membros da Igreja, figuras públicas e cidadãos anónimos, marcaram presença na apresentação da obra do padre, atualmente pároco do Curral das Freiras, prefeito do Seminário Diocesano do Funchal, assistente espiritual da ACEGE e membro do Conselho de Administração do PEF.
Sobre a obra, e as questões que a reflexão do autor suscitam, falaram Eduardo Quinta, Nicolau Fernandes e Nuno Morna.
A questão sobre onde estava Deus no meio do sofrimento extremo que representa o campo de extermínio nazi da Segunda Guerra Mundial de Auschwitz (localizado na Polónia), foi o ponto de partida para uma reflexão que suscita muitas outras, muito atuais, conforme ficou patente nas intervenções dos apresentadores do livro.
“Neste ensaio, não temos a pretensão de estabelecer balizas definitivas acerca do tema. Se houver algum mérito nestas linhas que seja o de contribuir para que o brado de milhões não caia no esquecimento. Não podemos deixar que o Holocausto seja apagado da memória coletiva”, escreve, no texto de introdução, o padre João Diogo Gonçalves, para quem a teologia “não podem desconsiderar essa memória”.
O livro divide-se em três partes: ‘O problema do mal para a teologia: Um contexto’; ‘O problema do mal no coração do século XX; a simbólica de Auschwitz no desenvolvimento da questão’ e ‘Pensar e acreditar depois de Auschwitz’.