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ONU: “Não podemos esperar” para reconstruir Faixa de Gaza

Data de publicação
15 Janeiro 2026
21:34

O diretor executivo do Gabinete da ONU para Serviços de Apoio a Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva, alertou hoje para a urgência de reconstruir a Faixa de Gaza, ao regressar da sua terceira missão no enclave palestiniano.

Embora saudando o início da segunda fase do plano de paz norte-americano para Gaza como “um momento histórico”, Moreira da Silva sublinhou a necessidade de agir depressa, perante a “destruição total” do território palestiniano ao fim de dois anos de guerra.

“Não podemos esperar”, sublinhou, em declarações à comunicação social em que descreveu pessoas a viver em “condições desumanas”, a ausência de tratamento das águas residuais, as muitas limitações ao abastecimento de eletricidade e o caso de pessoas a residir em edifícios parcialmente destruídos e que ameaçam desmoronar-se.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para “erradicar” o movimento islamita palestiniano Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.

A guerra de retaliação israelita no enclave palestiniano fez mais de 71.400, na maioria civis – entre os quais mais de 20.000 crianças -, e mais de 171.000 feridos, segundo números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Os mais de dois milhões de habitantes do enclave palestiniano viviam já anteriormente com dificuldades, causadas por outros bombardeamentos israelitas e com o embargo imposto por Israel a partir de 2007, quando o Hamas chegou ao poder.

Segundo Jorge Moreira da Silva, as Nações Unidas, a União Europeia e o Banco Mundial estimam as necessidades no terreno em mais de 52 mil milhões de dólares (44,8 mil milhões de euros, ao câmbio atual).

Entre outros desafios destacados pelo representante da ONU, está a existência de 60 milhões de toneladas de escombros no território, incluindo “munições não-detonadas, resíduos perigosos e, tragicamente, restos mortais”.

Referiu também, entre muitas prioridades, o acesso regular a combustível - um recurso essencial para Gaza, que dele depende para alimentar os geradores que fornecem eletricidade à maior parte do território -, a desminagem e a reconstrução das estruturas de abastecimento de água.

Insistiu igualmente na necessidade de levantar restrições à entrada no território de ajuda humanitária, como há meses reivindicam organizações não-governamentais a operar em Gaza, que lamentam os obstáculos que lhes são impostos para deixar entrar mantimentos essenciais.

Israel rejeita estas acusações e afirma que supervisiona a entrada de mercadorias na Faixa de Gaza para garantir a sua segurança.

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