No próximo domingo, os portugueses serão chamados novamente às urnas, desta vez para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
Nestes 2 últimos anos, a sucessão de atos eleitorais massacraram os eleitores, levando-os a um cansaço extremo ao ponto de escolherem para governar candidatos envoltos em suspeições pelo próprio Ministério Público, em nome de uma estabilidade que tanto ansiavam. Muitos diziam saber que este ou aquele candidato estava sob investigação, mas mesmo assim, preferiram votar nesses por forma a garantir a tal estabilidade, e deixarem de andar de eleição em eleição. Apesar de compreender o cansaço dos eleitores, tenho dificuldade em aceitar essas escolhas como as mais adequadas e melhores para o país e para a região.
Estas próximas eleições, serão, à partida, as últimas deste longo ciclo eleitoral, dando assim aos eleitores o descanso que tanto pedem.
Mas, nada será garantido se não tivermos em Belém um Presidente que seja um estadista, que já tenha dado provas de ser um defensor da estabilidade e do saudável relacionamento entre instituições e os diferentes níveis de poder.
Muitos podem apontar o dedo a António José Seguro, pela famosa abstenção violenta, o certo é que, no passado, quando tomou a decisão de viabilizar um orçamento de estado de Passos Coelho, fê-lo em nome da estabilidade do país, num período muito difícil da nossa história, assumindo também, assim, o compromisso com o memorando de entendimento assinado pelo seu antecessor. Até podia não concordar em parte, mas, como Homem de bem que é, tem o princípio de que os acordos são para se cumprir.
Fê-lo pelo país, pela estabilidade e para não empurrar o país para eleições fora de tempo, em tempos de crise. Um estadista.
Estou certo que não eram aquelas as políticas que defendia, mas, o dever falou mais alto.
Sou Segurista, sempre fui. Estive em 1990 no congresso nacional da JS em Tróia, onde foi eleito Secretário Geral, fui seu apoiante quando se candidatou à liderança do partido e nas eleições primárias internas que o colocaram frente a frente com António Costa.
Por isso, acredito em Seguro, sei que está preparado, que é pessoa séria. Nada há a apontar à sua carreira no exercício de cargos políticos.
Soube afastar-se quando foi derrotado, deixando assim o caminho livre e limpo para António Costa. Nunca fez sombra e nunca se ouviu uma palavra sua a apontar o dedo a camaradas.
Seguro vem do interior profundo do país e isso, para nós ilhéus, é uma vantagem que a maioria muito provavelmente nem se dá conta. Não é centralista e olha para o país como um todo, sem nunca esquecer as regiões autónomas. Exemplo disso foram as declarações que proferiu sobre o Subsídio Social de Mobilidade, que, neste momento, tanto preocupa os madeirenses, afirmando que com ele a unidade do estado será garantida, assim como o respeito pela autonomia. Não é, pois, admissível que os madeirenses fiquem impedidos de circular pelo país, pois isso ser determinante para a sua vida, nomeadamente no que diz respeito à educação, à saúde e ao trabalho.
Confio em António José Seguro, a Madeira tem de confiar em António José Seguro. Dia 18 de janeiro, vou votar António José Seguro.
Duarte Caldeira escreve à segunda-feira, de 4 em 4 semanas.