A Guarda Revolucionária iraniana avisou hoje que Estados Unidos e Israel podem esperar “ataques punitivos contínuos”, ameaçando que “as portas do inferno” se vão abrir para os seus inimigos.
“O inimigo pode esperar ataques punitivos contínuos. As portas do inferno vão abrir-se um pouco mais, a cada instante, para os Estados Unidos e para Israel”, declarou o porta-voz d, Ali Mohammad Naini, à televisão estatal iraniana.
Ao quarto dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão, Teerão atacou hoje locais ligados aos Estados Unidos no Golfo, enquanto Israel continua a bombardear simultaneamente o território iraniano e o Líbano, onde está a ocupar novas posições.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como “ameaça existencial” ao seu país.
Num dos primeiros ‘raids’ e bombardeamentos morreu o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos, tendo a ofensiva iraniana provocado a morte a 10 pessoas em Israel, segundo dados oficiais.
No Líbano, o número total de mortos atingiu os 31 em consequência de ataques israelitas depois de terem sido disparados mísseis na segunda-feira pelo Hezbollah contra zonas no norte de Israel.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, 787 pessoas morreram no Irão, incluindo 180 num ataque a uma escola.