A Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – IPSS | Associação Sem Limites vai lançar uma nova ferramenta digital destinada a reforçar a acessibilidade em toda a Região Autónoma da Madeira. A iniciativa foi anunciada através de um comunicado assinado por Filipe Rebelo, presidente da instituição, e surge como resposta às dificuldades identificadas no terreno por pessoas com deficiência, cidadãos com mobilidade reduzida e outros utilizadores do espaço público.
De acordo com a Direção da Associação, a nova plataforma permitirá identificar e acompanhar situações relacionadas com acessibilidade e barreiras arquitetónicas em todo o território regional. A ferramenta funcionará como um canal estruturado de recolha de informação, possibilitando que qualquer cidadão reporte constrangimentos encontrados em espaços públicos, edifícios, serviços ou equipamentos.
A Associação explica que esta ferramenta digital foi pensada para facilitar a identificação de obstáculos que continuam a limitar a autonomia de muitos cidadãos, como passeios desnivelados, rampas inadequadas, ausência de sinalização acessível ou ocupação indevida de lugares de estacionamento reservados.
Para denúncias específicas de estacionamento abusivo em lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, foi criado um formulário próprio, permitindo uma resposta mais célere e direcionada. Paralelamente, a instituição disponibiliza também um formulário distinto para pedidos de apoio, incluindo apoio financeiro, material ortopédico, informações técnicas ou apoio solidário.
Segundo o comunicado, esta abordagem pretende não apenas reagir a situações pontuais, mas criar uma base de dados que permita uma análise mais rigorosa das necessidades existentes na Região, contribuindo para soluções estruturais e sustentáveis.
A criação da ferramenta surge na sequência de reuniões realizadas recentemente com várias Câmaras Municipais da Madeira. Durante esses encontros, foi identificada a necessidade de desenvolver um mecanismo mais organizado e eficaz para responder às dificuldades sentidas no terreno.
A articulação com as autarquias é essencial para garantir que as situações reportadas tenham encaminhamento adequado junto das entidades competentes, lê-se no comunicado. O objetivo é transformar a participação cívica em resultados concretos, promovendo melhorias reais nas condições de acessibilidade.
Filipe Rebelo destacou a importância de aproximar os cidadãos dos processos de decisão, vincando que “não basta identificar os problemas; é fundamental criar pontes entre os cidadãos e as entidades competentes, promovendo soluções eficazes e sustentáveis.”
Numa fase posterior, a Associação Sem Limites prevê o desenvolvimento de uma aplicação mais abrangente. Entre as funcionalidades projetadas está a possibilidade de partilha de localização em tempo real, bem como uma interface mais intuitiva, que facilite a utilização por parte dos cidadãos.