A formação no turismo e na hotelaria esteve em foco, esta manhã, no Funchal, num debate enquadrado na Gala Michelin Portugal, que vai decorrer no próximo dia 10, no Savoy Palace.
O tema foi debatido no Teatro Baltazar Dias, tendo como protagonistas, com honras de palco, Octávio Freitas, chef do restaurante Desarma, com uma estrela Michelin; Noélia Reis, responsável pela área de recursos humanos da Savoy Signature; Catarina Paiva, vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal; Fernando Figueiredo, diretor da Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira; Leonor Pinto, aluna desta unidade, e Carlos Díez de la Lastra, CEO da Escuela Internacional de Les Roches.
A abrir o debate, moderado por Ricardo Oliveira, diretor do Diário de Notícias, Octávio Freitas defendeu que as empresas também devem assumir a formação dos seus colaboradores.
Noélia Reis disse que a Savoy Signature tem um compromisso com a formação, que considera um pilar estratégico no negócio da hotelaria, porquanto alavanca a excelência do serviço, e disse que a empresa tem uma academia.
Fixar profissionais é uma preocupação estratégica do Turismo de Portugual, segundo disse Catarina Paiva. Na base está o crescimento que setor tem alcançado nos últimos anos e que o coloca o País entre os melhores do mundo na área do turismo.
Por seu turno, Fernando Figueiredo disse que a escola tem menos alunos, comparativamente a outras épocas, mas que isso também se deve a uma questão demográfica. De resto, afiança que o número de alunos está estável. Quanto à captação de jovens, falou da realização de atividades nas escolas básicas, com a participação de antigos alunos. Importante, segundo o diretor, é o facto da escola fazer parte da rede do Turismo de Portugal, sendo a 13.ª.
A abertura do 5.º nível para especialização foi apontada como outra mais valia, assim como concursos de gastronomia que estão a ser promovidos.
A aluna Leonor Pinto assinalou o estágio que fez no primeiro ano do curso e assumiu-se vocacionada para a pastelaria, área na qual pretende singrar e até abrir o próprio negócio.Nesta, que foi a primeira ronda de perguntas, Carlos Díez de la Lastra começou por dizer que Portugal deve estar orgulhoso do trabalho que tem feito no setor do turismo. Quanto aos desafios que se colocam à formação, disse que o fenómeno é global. Revelou que numa análise a 25 países, apenas quatro têm condições para satisfazer a demanda no que respeita a recursos humanos.
A questão da formação foi abordada sob diversos aspetos. Também a carga horária e a valorização salarial foram questões levantadas. Este debate, com acesso por convite, será transmitido em diferido pelo canal Conta Lá, televisão que fará também a transmissão da Gala. Leia mais na edição de quarta-feira do JM.