O secretário regional da Economia garantiu, hoje, junto do ministro da Defesa Nacional que o arquipélago da Madeira vai ser contemplado pelos novos investimentos a realizar nas áreas da segurança e da defesa do País, e que irão contemplar os três ramos das Forças Armadas.
Portugal tem quase 6 mil milhões de euros para investir nestas duas áreas, no quadro das políticas aprovadas esta quarta-feira pela Comissão Europeia no âmbito do Instrumento SAFE, faltando apenas aprovação final do Conselho para a alocação das verbas.
Esta reunião com o ministro da Defesa Nacional serviu para identificar algumas oportunidades de investimento do Governo da República na Região Autónoma da Madeira.
José Manuel Rodrigues explicou, no final do encontro, que “a vigilância aérea através de drones” é um dos projetos a concretizar, “em articulação entre a Forças Armadas e a ARDITI - Agência Regional para o Desenvolvimento da Investigação, Tecnologia e Inovação. Nos planos que o Estado pode concretizar estão, ainda, “infraestruturas com duplo uso: para efeitos civis de apoio às populações e militar, nalgumas circunstâncias”.
O secretário regional da Economia e Nuno Melo estão de acordo em haver um cais próprio para o navio patrulha destacado pela Marinha para a Madeira, bem como da necessidade de renovar a pipeline do aeroporto do Porto Santo, uma responsabilidade direta do Ministério da Defesa Nacional. “Porque todo o abastecimento de combustíveis ao Porto Santo é feito através da conduta que foi construída pela NATO e que precisa de obras de recuperação”, justificou o governante madeirense.