A mobilidade foi um dos temas dominantes nos discursos do 447.º aniversário da Junta de Freguesia de São Martinho. Diferentes forças políticas criticaram o “caos” no trânsito e defenderam novas soluções de mobilidade.
Carlos Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, encarou o tema e assumiu que a mobilidade é “talvez um dos maiores flagelos” da cidade, mas disse que a solução passa por uma resposta “eficiente e séria” que o município já colocou em “consulta prévia”.
Na cerimónia, Pedro Rodrigues, secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, em representação do Governo, abordou o tema da autonomia, para enfatizar o desempenho económico da Madeira face ao resto do País. “Em 1974, em média, cada madeirense tinha de trabalhar até dezembro para produzir a riqueza que um português continental produzia até abril. Hoje, em média, um português precisa trabalhar até dezembro para produzir a riqueza que um madeirense produz até outubro”, comparou.
Já Marco Gonçalves, presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, esteve mais focado nos projetos implementados na junta e nos valores que orientam o “trabalho quotidiano” da equipa da junta: “responsabilidade”, “proximidade” e “humanidade”.
Dizendo que está a trabalhar para tornar São Martinho “mais humano e mais seguro”, o autarca referiu que essa preocupação é visível através de projetos como a teleassistência e o Alerta São Martinho.
Por seu turno, Gonçalo Leite Velho, do PS, apontou cinco responsabilidades futuras para a junta de freguesia: habitação, saúde, segurança, educação e mobilidade. Em matéria de mobilidade, defendeu a introdução na cidade de um Metrobus.
Dinarte Miguel Moniz, do Chega, alertou para o “caos rodoviário” que diz haver em São Martinho, sustentando que “o trânsito na hora de ponta é tempo roubado à família”.
José Castanha, do JPP, reconheceu que São Martinho cresceu ao longo dos anos em população, dinâmica e importância na cidade, mas acusou a atual presidência de exercer o mandato “em part-time”. Castanha criticou também o estado “lastimável” das estradas.
Gil Nóbrega, da coligação Sempre Melhor (PSD/CDS), destacou, por outro lado, que São Martinho fez um “percurso sólido” que trouxe “dinamismo económico” e “emprego”. Reconheceu que os tempos “são exigentes”, em áreas como a mobilidade e a habitação, mas a freguesia “sempre se soube ajustar”.