Seis líderes do grupo terrorista Al-Shebab foram mortos pela Agência Nacional de Informações e Segurança da Somália (NISA) na região administrativa de Hiran, no centro do país, anunciou hoje este organismo.
“A NISA e os seus aliados internacionais eliminaram seis líderes do Al-Shebab em Buq-aqable no passado domingo. Os terroristas estavam a aterrorizar e a atacar o povo da Somália há muitos anos”, afirmaram os serviços secretos somalis num comunicado, sem identificar os países envolvidos na missão.
O documento identificou estes “líderes” como responsáveis pela “extorsão” de dinheiro aos civis em várias regiões da Somália, ou seja, pela exigência de impostos ilegais às populações das zonas sob o seu controlo, que são importantes para as operações do Al-Shebab.
Estes membros do grupo viajavam em dois veículos que a NISA intercetou no meio de uma estrada.
A Somália está a viver uma intensificação das operações militares contra o Al-Shebab depois de o Presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, ter anunciado, em agosto de 2022, uma “guerra total” contra os rebeldes.
Desde então, as Forças Armadas, apoiadas pela Missão de Transição da União Africana na Somália (ATMIS) e, por vezes, com a colaboração militar dos EUA, têm executado ofensivas contra o grupo.
O Al-Shebab,afiliado desde 2012 à Al-Qaida, faz frequentemente ataques na capital, Mogadíscio, e noutros locais da Somália para derrubar o Governo central - apoiado pela comunidade internacional - e estabelecer um Estado islâmico wahhabita (ultraconservador).
O grupo controla as zonas rurais do centro e do sul da Somália, embora o exército tenha conseguido reconquistar alguns destes territórios no ano passado, e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia.
A Somália vive num estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias islamistas e senhores da guerra.