Pelo menos três palestinianos morreram hoje em Deir Al Balah, no centro de Gaza, na sequência de um bombardeamento israelita, anunciou o Hospital dos Mártires de Al Aqsa, que prestou assistência às vítimas.
O exército de Israel ainda não se pronunciou sobre o ataque contra o bairro de Al Mazraa, que, segundo o hospital, fez ainda vários feridos.
Na Faixa de Gaza, a trégua, que entrou em vigor a 10 de outubro, após mais de dois anos de ofensiva israelita, reduziu a intensidade dos bombardeamentos, mas pouco alterou a vida quotidiana da maioria dos habitantes, que continuam deslocados, sem acesso a serviços básicos e sob constante ameaça de violência.
Dados oficiais refletem a magnitude da crise: desde 10 de outubro, há seis meses, registaram-se pelo menos 736 mortos e 2.035 feridos em ataques israelitas, de acordo com a última contagem do Ministério da Saúde ligado ao Governo do movimento islamita palestiniano Hamas, que não inclui os mortos da madrugada passada.
Pelo menos 200 morreram perto da ‘linha amarela’, fronteira imaginária para a qual as tropas israelitas se retiraram no início da trégua e a partir da qual ainda operam grupos armados locais, com a conivência de Israel, que continua a controlar mais de 54% da Faixa, segundo denuncia um relatório conduzido por organizações não-governamentais como a Oxfam e a Save the Children.
No total, mais de 72 mil habitantes da Faixa de Gaza morreram devido aos ataques do exército israelita desde outubro de 2023.