Uma onda de violência varreu a região de Cape Flats, Cidade do Cabo, deixando pelo menos 26 pessoas mortas e dezenas feridas num curto espaço de 24 horas no passado fim de semana.
Estes assassinatos ocorreram em diversos bairros e pode dizer-se que fazem parte da violência comunitária de gangues nalgumas regiões do Cabo Ocidental.
Cyril Ramaphosa, Chefe de Estado sul-africano, reconheceu o medo que prevalece entre os residentes e pediu uma cooperação mais estreita entre a polícia e as comunidades, tendo o presidente instado os residentes a fornecerem informações à polícia sobre os vizinhos e familiares de forma contínua para que as comunidades se tornem inseguras para os delinquentes.
A cooperação da comunidade com as autoridades policiais produziu resultados, tendo conseguido prender 100 cabecilhas de gangues e 106 membros nos últimos três meses.
Ramaphosa assegurou aos residentes que o seu governo está equilibrando ações de curto prazo para prevenir e responder à violência e estabilizar as comunidades, com intervenções socioeconómicas de longo prazo para melhorar as condições sociais e os padrões de vida.
Numa mesquita em Maitland um homem de 35 anos foi mortalmente baleado o que provocou uma forte indignação na comunidade e receios do aumento da violência em locais de culto. A vítima foi baleada em plena luz do dia pouco de pois de ter feito as suas orações.