A polícia de Macau anunciou hoje a detenção, numa operação com a China continental, de 34 suspeitos de branqueamento de 45,6 milhões de yuan (5,67 milhões de euros), fraude e falsificação de documentos.
A operação conjunta, realizada na quinta-feira, resultou em 25 detidos em Macau e nove no interior da China, incluindo três alegados cabecilhas, disse o chefe da divisão de crimes organizados da Polícia Judiciária (PJ), Ho Wai Lok, numa conferência de imprensa.
A PJ acredita que, desde janeiro de 2025, o sindicato terá branqueado pelo menos 45,6 milhões de yuan, obtendo ganhos ilícitos de aproximadamente 2,5 milhões de yuan (mais de 311 mil euros).
“Em Macau, entre os 25 suspeitos, dois são residentes de Hong Kong e os restantes são da China continental”, disse Ho.
As autoridades apreenderam 5,7 milhões de dólares de Hong Kong (618 mil euros) em numerário, bem como equipamento para falsificar cartões de identidade e cartões bancários da China continental, incluindo impressoras, hologramas e trituradoras.
A polícia do interior da China deteve nove pessoas em Guangxi, no sul do país, e noutras províncias, entre os quais os três alegados cabecilhas, afirmou Ho.
Outras 31 pessoas tinham sido detidas no início do ano na vizinha cidade de Zhuhai, numa operação que levou ao desmantelamento de 11 bancos ilegais ligados ao mesmo grupo de crime organizado.
Segundo a PJ, o grupo operava a três níveis: “membros de baixa hierarquia abordavam apostadores junto a casinos e hotéis, oferecendo taxas de câmbio favoráveis para converter numerário ou fichas de Hong Kong em yuan. Os intermediários contactavam então os superiores, sediados na China continental, para efetuarem transferências bancárias”, explicou o responsável.
A polícia disse que alguns apostadores viram as contas bancárias congeladas pouco depois de receberem o dinheiro.
Outros tornaram-se suspeitos ao regressar à China continental, depois de a polícia ter verificado que tinham recebido nas contas bancárias fundos que tinham sido desviados de vítimas de burlas online em oito províncias do país.
Houve um total de 12 casos relacionados, com as perdas totais das vítimas a ascenderem a 3,59 milhões de yuan (cerca de 447 mil euros).