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Jordânia adverte que ofensiva em Rafah provocará “um massacre”

Data de publicação
06 Maio 2024
15:57

A Jordânia advertiu hoje que uma ofensiva militar de Israel contra a cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, provocará “um massacre” e apelou à comunidade internacional para que “atue agora para o evitar”.

“Está a ser preparado outro massacre de palestinianos. Israel está a avisar os palestinianos para abandonarem Rafah e a ameaçar com um ataque”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Ayman Safadi, numa mensagem publicada na rede social X.

“Todos temos de agir para o impedir. A incapacidade de impedir o massacre será uma mancha indelével na comunidade internacional”, afirmou Safadi, que lamentou que já se tenham permitido “demasiados massacres”.

“Basta”, frisou ainda o ministro jordano.

O exército israelita apelou nas últimas horas aos palestinianos para que abandonem “imediatamente” os bairros da parte oriental da cidade de Rafah, junto à fronteira com o Egito, perante a iminência de uma ofensiva em que as tropas de Telavive irão “usar força extrema contra organizações terroristas” em zonas residenciais.

A comunidade internacional opõe-se firmemente a esta operação, para a qual as autoridades israelitas alertaram há várias semanas, uma vez que a cidade serve de refúgio a cerca de 1,4 milhões de palestinianos que fugiram de outras zonas do enclave, alvo de uma ofensiva israelita desde outubro de 2023.

Os Estados Unidos também manifestaram relutância em relação ao plano israelita, considerando que não havia uma forma segura de levar a cabo esta campanha de retirada, embora não tenham comentado o novo anúncio de Telavive.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que já provocou cerca de 35.000 mortos, segundo o Hamas, que governa o pequeno enclave palestiniano desde 2007.

A retaliação israelita está a provocar uma grave crise humanitária em Gaza, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” que já está a fazer vítimas - “o número mais elevado alguma vez registado” pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

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