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Célia Pessegueiro quer socialistas no terreno: “Serei um exemplo”

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
10 Janeiro 2026
15:36

“Serei um exemplo”, prometeu Célia Pessegueiro, na sua primeira intervenção no congresso Regional do PS, na apresentação da moção de estratégia global ‘Agir para construir futuro’. A nova líder do PS quer que os dirigentes do partido saiam dos gabinetes para irem para junto do povo, ouvir as suas preocupações e aspirações.

Antes, a primeira mulher presidente do partido não deixou de expressar solidariedade para com os venezuelanos e portugueses que residem na Venezuela, no momento histórico em que vive o país, como deu nota logo no início do seu discurso.

Mas, a intervenção ganhou força quando criticou os governos regional e nacional com a questão do subsídio de mobilidade, avisando que nesta matéria, todos os partidos estão de acordo com a discriminação que o novo modelo acarreta para os residentes. O PS não desistirá de um sistema justo para os madeirenses, afirmou. “É o maior ataque à autonomia regional”, nos últimos anos, considerou.

O voto em António Seguro nas eleições presidenciais do próximo fim-de-semana, foi outra nota de incentivo, por considerar este o candidato que mais respeita as autonomias e representa um Portugal mais humanista.

Por outro lado, e manifestando a sua preocupação com o crescimento do populismo e extremismo, Célia Pessegueiro salientou que um dos objetivos é incentivar a ação do partido nas redes sociais, para combater a desinformação e chegar aos jovens, num cenário em que a extrema-direita tem vindo a crescer a nível europeu. “Contra o ódio e o populismo, democracia e humanismo”, reforçou.

Célia Pessegueiro quer mais pessoas a integrarem o PS, dando nota que 48,5% dos novos aderentes são mulheres, que querem contribuir com o futuro da sua terra e lutar por igualdade, combatendo contra quem quer retirar direitos duramente conquistados.

Os jovens mereceram várias mensagens da parte da socialista, que se mostrou preocupada e atenta aos problemas que estes passam nos dias de hoje, com o custo de vida elevado e falta de resposta habitacional, entre outros.

Referindo-se às Mulheres Socialistas, presidido por Cátia Pestana, Célia Pessegueiro já deu conta que tem muitos projetos para levar a cabo, contando com este organismo.

Sobre as autarquias, criticou a discriminação existente em relação à distribuição de poderes e de receitas por estes organismos. “Autarquias são autónomas, mas não precisam que os governos lhes façam oposição”, afirmou.

Lado a lado com construir partido, há que atrair mais e novos protagonistas à política, disse, explicando o fundamento da criação do laboratório de ideias da Madeira, e prometendo “ação no terreno, mais do que palavras”, na auscultação das pessoas e procura de soluções.

Num discurso por várias vezes aplaudido, Célia Pessegueiro apontou as áreas que vão merecer prioridade da sua liderança, como habitação, saúde, educação, mobilidade, rendimentos, inclusão, setor primário.

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