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Israel: Netanyahu repete que não quer ocupar Gaza nem deslocar palestinianos

Data de publicação
11 Janeiro 2024
10:44

O primeiro-ministro israelita repetiu hoje que Israel não pretende deslocar civis da Faixa de Gaza nem ocupar a região, poucas horas antes do julgamento do país por genocídio num tribunal internacional em Haia, noticiou hoje a imprensa internacional.

”Israel não tem intenção de ocupar Gaza permanentemente ou de deslocar a sua população civil”, declarou Benjamin Netanyahu na noite de quarta-feira, citado pela agência de notícias EFE.

Netanyahu assegurou que durante a sua ofensiva militar, as forças israelitas “estão a fazer todo o possível para minimizar as baixas civis, enquanto o Hamas está a fazer todo o possível para as maximizar, usando civis palestinianos como escudos humanos”.

“Os militares israelitas exortam aos civis palestinianos a abandonarem as zonas de guerra, distribuindo panfletos, fazendo chamadas telefónicas e fornecendo corredores de passagem segura”, acrescentou o primeiro-ministro israelita.

“O nosso objetivo é livrar Gaza dos terroristas do Hamas e libertar os nossos reféns”, afirmou Netanyahu, fazendo referência aos mais de 240 sequestrados durante o ataque do Hamas a Israel em 07 de outubro, momento que deu início ao conflito entre os israelitas e o grupo islamita palestiniano.

Netanyahu argumentou que “Gaza pode ser desmilitarizada e desradicalizada, criando assim a possibilidade de um futuro melhor para Israel e para os palestinianos”.

Estas declarações de Netanyahu surgem após as controversas afirmações de alguns dos elementos da sua coligação governamental, nomeadamente os ministros de extrema-direita Itamar Ben Gvir e Bezalel Smotrich, que pediram a deslocação dos palestinianos de Gaza e a implantação de colonatos judeus no enclave.

Netanyahu também acusou os militantes do Hamas “de impedirem” os palestinianos de se retirarem “sob a mira de uma arma e, muitas vezes, com tiros”.

O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia [Países Baixos], começa hoje a julgar o caso apresentado em 29 de dezembro pela África do Sul, que acusa os israelitas de genocídio na Faixa de Gaza.

Quinze juízes vão nesta primeira audiência do principal órgão judicial da ONU ouvir a argumentação sul-africana, que defende ainda que o TIJ decrete medidas de emergência, incluindo ordenar que Israel cesse imediatamente as operações militares, bem como todos os “atos genocidas” descritos no pedido.

A África do Sul alega que dado o “dano contínuo, extremo e irreparável sofrido pelos palestinianos em Gaza”, se impõe essa medida complementar.

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