O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques contra o Irão, sobretudo a Teerão e a Isfahan, 340 quilómetros a sul da capital iraniana.
Num comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) adiantam que a vaga de novos ataques tem como alvo “a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerão e Isfahan” e ocorre exatamente uma semana após o início da operação israelo-norte-americana.
Os ataques israelitas surgem na sequência de uma nova onda de ataques do Irão, que atingiram três alvos, segundo Teerão, enquanto as FDI afirmaram estar a responder a disparos de mísseis, no oitavo dia da guerra desencadeada na região.
A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre a 24.ª quarta onda de bombardeamentos contra “o coração dos territórios ocupados e Telavive”.
“Os três mísseis disparados atingiram com sucesso os alvos designados”, acrescentou a agência, que não identificou os locais afetados.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram, por sua vez, para a deteção de mísseis lançados do Irão em direção a território israelita.
“Os sistemas defensivos estão operacionais para intercetar a ameaça”, de acordo com um comunicado.
Num outro comunicado, emitido alguns minutos depois, informaram que é “permitido sair dos espaços protegidos em todas as regiões do país”.
Esta nova onda de ataques iranianos no oitavo dia da guerra desencadeada nesta região do mundo, desde sábado passado, na sequência da operação de Washington e Israel contra Teerão, surge horas depois de o exército israelita ter anunciado uma nova ronda de hostilidades contra as infraestruturas de Teerão.
O Aeroporto Internacional de Mehrabad, localizado em Teerão e alvo de ataques anteriores, sofreu um grande incêndio, de acordo com imagens divulgadas pela televisão local Press TV.
Segundo o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques iranianos, segundo Israel, fizeram até agora dez mortos.
Os números são provisórios devido às restrições de acesso, à interrupção quase total da Internet e às dificuldades de verificação independente no terreno.