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Covid-19: China vai deixar de exigir teste PCR que mantinha para alguns viajantes

JM-Madeira

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Data de publicação
25 Abril 2023
11:47

A China vai deixar de exigir, a partir de sábado, um teste de ácido nucleico negativo para a covid-19 a quem entra no país, uma exigência que se mantinha para os viajantes oriundos de várias nações.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning explicou hoje, em conferência de imprensa, que, com o objetivo de "facilitar ainda mais o intercâmbio entre a China e o resto do mundo", as pessoas que viajam para o país asiático "podem realizar um teste de antigénio, em vez de um teste PCR", nas "48 horas antes de embarcarem".

Mao recomendou que os viajantes "protejam a sua saúde" e "acompanhem" o seu estado de saúde, antes de viajarem.

Em março passado, as embaixadas do país asiático em vários países, incluindo Portugal, tinham já anunciado a retirada da exigência do PCR para viajar para a China, embora permanecesse em vigor para passageiros de algumas nações.

A China aplicou durante quase três anos a rigorosa política de ‘zero casos’ de covid-19, que implicou o encerramento quase total das fronteiras: só podiam entrar no país cidadãos chineses e um reduzido número de estrangeiros, na condição de cumprirem um período mínimo de 14 dias de quarentena em instalações designadas.

O país começou a desmantelar a estratégia no final de 2022, após a realização de protestos em várias cidades.

Chefe da diplomacia britânica diz que seria "erro" "isolar a China"

Londres, 25 abr 2023 (Lusa) - O chefe da diplomacia britânico, James Cleverly, considera que "isolar a China" e tratá-la apenas como uma ameaça seria um "erro", num discurso em tom conciliatório, apesar das tensões entre Londres e Pequim.

"Poderia ser claro e simples - e talvez até satisfatório - para mim afirmar a existência de uma nova Guerra Fria e dizer que o nosso objetivo é isolar a China", mas isso seria "um erro", afirmará o ministro dos Negócios Estrangeiros, de acordo com extratos de um discurso que deverá ser proferido esta noite em Londres, publicado pelo ministério.

Segundo James Cleverly, "poderia ser uma traição ao interesse nacional e uma incompreensão deliberada do mundo contemporâneo".

As relações entre Londres e Pequim são notoriamente tensas há vários anos, em particular por causa de Hong Kong, território britânico devolvido em 1997, e mesmo por recorrentes receios de espionagem militar e económica da parte da China.

Na recente atualização da sua estratégia de defesa e diplomacia, o governo britânico considera a China "um desafio sistémico", apontando para os "comportamentos económico e militar cada vez mais agressivos do Partido Comunista Chinês".

Toda uma franja do Partido Conservador no poder pede uma diplomacia mais dura em relação a Pequim.

"Afastar-se da China equivaleria a impedir-se de resolver os problemas mais importantes para a humanidade", prevê James Cleverly, citando as mudanças climáticas, a prevenção de pandemias, a estabilidade económica ou mesmo a proliferação nuclear.

Mas o chefe da diplomacia britânica deve também alertar, no seu discurso, que a "China está a proceder, atualmente, ao maior grande reforço militar da história em tempos de paz", apelando a Pequim para fazer prova da "transparência" da sua expansão militar na região Ásia-Pacífico.

A região é palco de rivalidades entre a China e diversas potências ocidentais. Pequim tem notoriamente marcado a sua desaprovação ao reforço da cooperação militar entre Washington, Londres e Camberra através da aliança AUKUS (Austrália, EUA e Reino Unido).

Admitindo que não espera que "as divergências com a China se resolvam rapidamente", James Cleverly desafia Pequim a "respeitar" o direito internacional, "nomeadamente a Carta das Nações Unidos, que protege cada país contra uma invasão".

No seu discurso, o ministro deve ainda condenar a repressão de Pequim à minoria muçulmana dos uigures.

Lusa

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