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Brasil bate recorde no abate de gado em 2025, impulsionado pela procura da China

Data de publicação
13 Fevereiro 2026
9:11

O Brasil registou em 2025 um abate recorde de 42,3 milhões de cabeças de gado, impulsionado pela procura da China, consolidando-se como o maior produtor mundial de carne bovina e simbolizando a crescente interdependência entre as duas economias.

Segundo dados preliminares divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade de abate aumentou 13,1% no último trimestre do ano passado, face ao mesmo período de 2024.

A China foi o principal destino das exportações brasileiras, com compras de carne bovina no valor de 650 milhões de dólares (cerca de 548 milhões de euros) apenas em janeiro de 2026, um aumento de quase 45% em termos homólogos, segundo dados oficiais.

No total, o Brasil exportou 232 mil toneladas de carne bovina fresca nesse mês, gerando uma receita próxima de 1,3 mil milhões de dólares (mais de mil milhões de euros), com metade desse volume destinado ao mercado chinês.

A procura chinesa pela carne brasileira insere-se no contexto mais amplo do comércio bilateral. A China, que alimenta 19% da população mundial com apenas 8,5% das terras aráveis do planeta, vê no Brasil um parceiro estratégico para garantir a sua segurança alimentar. O país sul-americano representa mais de 20% das importações agropecuárias da China.

Apesar do dinamismo recente, empresas brasileiras poderão enfrentar entraves no curto prazo, uma vez que Pequim impôs quotas máximas de importação anual para fornecedores estrangeiros, visando proteger os produtores domésticos. Quantidades que excedam os limites definidos estarão sujeitas a tarifas adicionais de 55%.

O Governo brasileiro está a negociar com o setor a atribuição de quotas por empresa, proporcionalmente ao volume exportado para a China em 2025, tentando evitar distorções no mercado e concorrência desleal entre processadores.

Em 2026, 1,106 milhões de toneladas de carne bovina brasileira serão isentas das tarifas adicionais, o que corresponde a uma média de 92 mil toneladas mensais – abaixo da média de 140 mil toneladas por mês registada no ano passado.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. O comércio bilateral passou de nove mil milhões de dólares, em 2004, para 171 mil milhões (144 mil milhões de euros), em 2025. O Brasil mantém consistentemente um saldo comercial positivo, uma das raras situações de défice para Pequim nas suas trocas comerciais.

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