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Ucrânia: Biden apoia treino de F-16 para pilotos ucranianos

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Data de publicação
19 Maio 2023
17:27

O Presidente dos Estados Unidos expressou aos líderes do G7 o seu "apoio a uma iniciativa conjunta para treinar pilotos ucranianos para aviões de combate de quarta geração, incluindo F-16", indicou hoje um alto responsável da Casa Branca.

"Enquanto o treino decorrer, nos próximos meses, a nossa coligação de países participantes nesta iniciativa decidirá quando fornecer aviões, quantos, e quem os fornecerá", acrescentou, dando o sinal mais favorável até hoje da parte dos Estados Unidos para o envio destes aparelhos insistentemente pedidos por Kiev.

Pouco, antes, duas fontes próximas citadas pela agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) a coberto do anonimato, tinham revelado que Joe Biden anunciou, em conversas privadas com os aliados do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo, que inclui, além dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, e ainda uma representação da União Europeia), estar de acordo com o treino de pilotos ucranianos, que deverá realizar-se na Europa, nos próximos meses.

O anúncio foi feito durante a reunião de líderes do G7 em Hiroxima, no Japão, onde os Estados-membros debatiam como reforçar a ajuda a Kiev contra a agressão russa, tendo também anunciado a imposição de novas sanções a Moscovo, antes de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se lhes juntar, no domingo.

Zelensky tem repetidamente apelado para o fornecimento dos caças ocidentais para reforçar as defesas do seu país contra a guerra de agressão da Rússia no seu território, que dura há quase 15 meses, mas tinha, até agora, enfrentado reticências dos Estados Unidos.

Nos termos das regras de exportação norte-americanas, Washington teria de aprovar qualquer iniciativa aliada para treinar pilotos ucranianos.

Nas últimas semanas, os aliados europeus começaram a concordar com a ideia de enviar caças de combate para a Ucrânia, tal como o fizeram membros do Governo de Biden, incluindo o secretário de Estado, Antony Blinken, que se apresentou como um defensor acérrimo desse plano.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14,7 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 8,2 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Pelo menos 18 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 450.º dia, 8.836 civis mortos e 14.985 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Lusa

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