As dormidas no alojamento local da Região Autónoma da Madeira cresceram 18,6% no quarto trimestre de 2025, uma variação muito acima dos 6,7% registados no conjunto do alojamento turístico, segundo dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
De acordo com a síntese da atividade, entre outubro e dezembro foram registados 563,1 mil hóspedes e mais de 2,9 milhões de dormidas na globalidade dos meios de alojamento da Região — alojamento turístico, colónias de férias e pousadas da juventude — traduzindo aumentos homólogos de 8,0% e 6,7%, respetivamente. No conjunto do ano de 2025, as dormidas cresceram 9,3% e os hóspedes 8,4%.
O alojamento turístico concentrou 99,7% do total de hóspedes e dormidas no trimestre em análise. Neste segmento, entraram 561,1 mil hóspedes, que originaram mais de 2,9 milhões de dormidas (+8,1% e +6,7%, respetivamente). Excluindo o alojamento local com menos de 10 camas, as dormidas aumentaram 2,0%, ligeiramente acima da variação nacional (+1,9%).
Por tipologia, a hotelaria concentrou 68,0% das dormidas (cerca de dois milhões), com um crescimento de 2,3%. O alojamento local representou 29,8% do total e destacou-se pelo aumento de 18,6%, enquanto o turismo no espaço rural, com uma quota de 2,2%, cresceu 3,3%.
A estada média fixou-se em 4,66 noites no quarto trimestre, praticamente inalterada face ao período homólogo (4,65 noites). A ligeira descida no mercado estrangeiro (5,01 noites; -0,7%) foi compensada pelo aumento entre os residentes em Portugal (3,43 noites; +5,2%). Ainda assim, no acumulado do ano, a estada média registou uma redução de 0,6%.
Os mercados externos representaram 84,0% das dormidas na Região no quarto trimestre. Entre os principais emissores, o mercado francês foi o único a registar decréscimo (-4,6%), enquanto Alemanha (+2,6%), Reino Unido (+0,9%) e Polónia (+6,7%) apresentaram crescimentos. Já o mercado nacional, com um peso de 16,4%, aumentou 15,2%. No conjunto, estes cinco mercados concentraram 67,2% das dormidas.
Ao nível municipal, o Funchal concentrou 59,8% das dormidas da Região, totalizando cerca de 1,7 milhões (+4,6%). Seguiu-se Santa Cruz, com 11,6% do total (336,8 mil dormidas; +5,7%). Destaque ainda para a Ribeira Brava, que registou o maior crescimento homólogo, com +29,1%.
A taxa líquida de ocupação-cama atingiu 62,6% no trimestre (+0,2 pontos percentuais), enquanto a taxa de ocupação-quarto foi de 72,4%. No conjunto do ano, estas taxas fixaram-se em 68,1% e 78,0%, respetivamente.
Em termos financeiros, os proveitos totais entre outubro e dezembro ascenderam a 202,4 milhões de euros (+11,6%) e os proveitos de aposento a 142,4 milhões (+13,5%). No total de 2025, os proveitos totais atingiram 893,7 milhões de euros, dos quais 642,7 milhões corresponderam a aposento.
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 85,46 euros (+12,0%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 118,02 euros (+11,9%). Os valores mais elevados foram registados nos hotéis de cinco estrelas.