O Índice de Custo do Trabalho (ICT) na Região Autónoma da Madeira registou um aumento homólogo de 5,6% no quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira.
A subida resulta do crescimento das duas principais componentes do índice. Os custos salariais por hora efetivamente trabalhada aumentaram 5,5% face ao mesmo período de 2024. Esta componente inclui salário base, prémios e subsídios regulares e irregulares — como subsídios de férias e de Natal —, prémios de fim do ano, pagamento de trabalho extraordinário e remunerações em géneros.
Já os outros custos, também calculados por hora efetivamente trabalhada, cresceram 5,9% em termos homólogos. Aqui incluem-se indemnizações por despedimento, encargos legais suportados pela entidade patronal — como contribuições para a Segurança Social e seguros de acidentes de trabalho —, bem como encargos convencionais e facultativos, como seguros de saúde ou prestações sociais pagas diretamente ao trabalhador em caso de doença.
De acordo com a DREM, a evolução do ICT na Região reflete não só o aumento dos custos médios por trabalhador, mas também o acréscimo do número de horas efetivamente trabalhadas por trabalhador.
A nível nacional, o índice registou um crescimento homólogo mais acentuado, de 6,9%, com aumentos de 7,0% nos custos salariais e de 6,9% nos outros custos.
Em termos anuais, o ICT na Madeira subiu 6,8% em 2025 face ao ano anterior, impulsionado por um aumento de 6,7% nos custos salariais e de 6,9% nos outros custos. No conjunto do País, a variação anual foi de 5,5%.