O presidente do Governo Regional disse hoje que as reivindicações que a ACIF defendeu esta tarde em comunicado, quando reclamou por "medidas robustas e céleres para fazer face ao aumento dos custos energéticos", são "redundantes".
"Eu acho estranhíssimo que a ACIF esteja a pedir uma coisa que tem acompanhado", comentou Miguel Albuquerque, à margem da inauguração da exposição "Pratas da Casa", na Quinta Magnólia.
O chefe do governo disse aos jornalistas que Jorge Veiga França "está perfeitamente ciente, porque acompanhou o processo, que o Governo Regional teve de pedir autorização a Bruxelas, por causa, sobretudo, da Autoridade da Concorrência, para aprovar os apoios a empresas que sofreram um aumento do custo de energia", comentou, garantindo que "mal essa autorização da Autoridade da Concorrência chegue, nós vamos fazer o apoio".
"Nós temos as verbas disponíveis, mas não podemos fazê-lo sem a autorização da Autoridade da Concorrência e da União Europeia", justificou.
A ACIF "sabe e acompanhou o processo e, portanto, esse comunicado, do meu ponto de vista, é redundante".
Recorde-se que hoje a ACIF reclamou, "com caráter de urgência, por medidas robustas, que ajudem efetivamente as empresas, assim como a Região Autónoma da Madeira no seu percurso da descarbonização", em virtude do aumentos do custos energéticos e dado o impacto que este custo tem nas empresas.
No que concerne ao imediato, é opinião desta associação que é necessário disponibilizar um instrumento financeiro de fácil e célere acesso, a fundo perdido, que não canibalize incentivos já existentes e que não seja considerado auxílio de Estado.
Alberto Pita