“Neste momento, tudo é uma calma, assim, muito tensa, mas está tudo em calma. As últimas mensagens que tenho tido dos meus primos, inclusive, dizem que aquilo parece como se fosse um primeiro [dia] do ano”, começa por relatar Aura Rodrigues, da Venexos, descrevendo que “está tudo completamente fechado, não há carros na rua”.
As únicas exceções são farmácias e bombas de gasolina, precisa, “mas de resto não se vê absolutamente ninguém na rua” e “ninguém fala com ninguém, porque não se sabe o que podem estar à espera que um diga ou que o outro diga, porque agora tudo é bom para a boca do leão”.
“Está tudo mundo assim, numa incerteza muito imprevisível, uma incerteza um bocadinho difícil de explicar”, acrescenta, lembrando que a apreensão foi muito grande quando começaram as explosões.
“A minha prima disse que parecia que mesmo tudo ia desaparecer. Foi tudo muito próximo de onde ela vive, e tem, inclusive, uma vista quase que completa para Forte Tiuna [onde estava Nicolás Maduro]”, conta.
“Foi uma noite de terror, tal qual. Mas agora a situação é muito tranquila, é muito calma. Resta esperar para ver o que é que vai acontecer”, remata.