Realizaram-se esta manhã, no Mmabatho Conventions Centre, em Mahikeng, as celebrações fúnebres de Marlene e Sérgio Sousa, os dois luso-descendentes assassinados no passado dia 25 de abril, na África do Sul.
A cerimónia ficou marcada por um forte ambiente de consternação e emoção, reunindo familiares, amigos e centenas de pessoas de diferentes estratos sociais, algumas deslocadas de vários pontos do país, para prestar a última homenagem ao casal.
O sentimento de perda foi evidente entre os presentes, numa manifestação de pesar e solidariedade para com a família enlutada, perante um crime descrito por muitos como um ato de violência bárbara e inexplicável.
Após a cerimónia, seguiu-se a cremação, uma decisão tomada pela família apesar das suas convicções e preferências pessoais. Segundo foi explicado, a opção deveu-se ao avançado estado de degradação do cemitério local, onde vários túmulos apresentam-se vandalizados e abandonados.
Coincidentemente, à mesma hora em que decorriam as cerimónias fúnebres, cinco dos presumíveis autores do crime compareciam em tribunal para solicitar que aguardassem julgamento em liberdade. O pedido foi recusado pelo Ministério Público sul-africano.
O JM apurou ainda que um sexto suspeito, que se encontrava em fuga, foi detido na noite de ontem.