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Sé do Funchal justifica corte de portas após críticas de “crime contra o património”

Data de publicação
10 Maio 2026
10:58

A recente intervenção nas portas do guarda-vento da Sé do Funchal foi alvo de críticas nas redes sociais que classificavam a obra como um atentado ao património.

Em comunicado emitido este domingo, a Diocese do Funchal explica que a decisão foi tomada tendo em conta “o maior bem das pessoas”, sublinhando que a atuação da paróquia tem sido sempre pautada “pelo cuidado, pela limpeza, pelo restauro e pela conservação” do edifício.

A instituição reconhece a preocupação gerada, mas lembra que “uma igreja não é apenas um museu; deve também ser um espaço seguro, onde todos possam entrar e visitar sem risco de quedas ou ferimentos”.

Segundo a mesma publicação efetuada nas redes sociais da Sé do Funchal, o degrau existente junto às portas terá estado na origem de vários acidentes, alguns considerados graves, envolvendo sobretudo pessoas idosas. “Houve situações de quedas, deslocações ósseas e necessidade de assistência médica urgente e transporte em ambulância”, refere.

Apesar da colocação de sinalização e outras medidas preventivas, os incidentes continuaram a ocorrer, levando à adoção da solução agora visível. “A solução mais prática e segura foi cortar a parte inferior das portas”, explica, acrescentando que toda a madeira retirada foi guardada para eventual reposição futura.

A paróquia refere ainda que a instalação de uma rampa naquele ponto específico “não se revelou viável”, embora destaque que o espaço já dispõe de “rampas discretas e bem integradas”, permitindo maior acessibilidade, incluindo a circulação de cadeiras de rodas em grande parte da igreja.

O comunicado sublinha que a intervenção procurou equilibrar “a funcionalidade, a segurança e o cuidado pelo património”, garantindo que o trabalho foi realizado “com o máximo respeito” pelo valor histórico do edifício.

Entretanto, nas redes sociais, multiplicam-se reações divergentes, com críticas à intervenção, mas também mensagens de apoio. Entre os comentários, há quem destaque a necessidade da solução adotada, referindo que “só quem circula com pessoas idosas sabe o problema que ali existia”, elogiando a decisão tomada.

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