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Cardeal acusado de crimes financeiros diz-se vítima de uma cabala e que anseia julgamento para provar inocência

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Data de publicação
03 Julho 2021
15:06

O cardeal Angelo Becciu, que será julgado por crimes financeiros, assegurou hoje que é "vítima de uma cabala" e que anseia pelo julgamento para que "o tribunal possa ver a absoluta falsidade das acusações."

O Vaticano anunciou hoje que o antigo dirigente da Secretaria de Estado do Vaticano entre 2011 e 2018, demitido em setembro passado por vários escândalos financeiros, será julgado junto com outras nove pessoas a partir de 27 de julho.

"Sou vítima de uma conspiração deliberada contra mim e há muito tempo espero para saber das acusações, para que possa rapidamente negá-las e provar ao mundo a minha absoluta inocência", disse Becciu em comunicado.

"Nestes longos meses tudo se inventou sobre mim, expondo-me a um pelourinho mediático ímpar ao qual não me entreguei, sofrendo em silêncio, também pelo respeito e proteção da Igreja, à qual dediquei toda a minha vida. Só considerando esta grande injustiça como um teste de fé, poderei encontrar forças para lutar esta batalha da verdade ", acrescentou.

O cardeal, que sempre negou as denúncias, será julgado pelos "crimes de peculato e abuso de poder e também da concorrência, bem como de suborno" no quadro da "matéria relativa aos investimentos financeiros do Secretário de Estado em Londres ", segundo o Vaticano.

"Finalmente chegou o momento do esclarecimento, e o tribunal poderá ver a absoluta falsidade das acusações contra mim e as tramas sombrias que evidentemente os sustentaram e alimentaram", concluiu Becciu, que é suspeito de ter enviado fundos do Vaticano às empresas do seu irmão, entre outros escândalos.

Em conjunto com o cardeal, outras nove pessoas e quatro empresas foram indiciadas depois de a investigação judicial, iniciada em 2019, ter permitido estabelecer "uma ampla rede de relações com participantes dos mercados financeiros que gerou perdas consideráveis para as finanças do Vaticano, tendo também utilizado os recursos destinados às obras de caridade pessoal do Papa ".

Em 2014, a Secretaria investiu cerca de 244 milhões de dólares como parceira de um acordo para comprar um edifício de luxo em Londres.

Todos os arguidos são "membros do pessoal eclesiástico e leigos do Secretário de Estado e personalidades da então Autoridade de Informação Financeira, bem como personalidades externas, ativas no mundo das finanças internacionais" e estão acusados dos crimes de abuso de poder, extorsão, branqueamento de capitais, fraude, falsa escritura pública e privada, violação do sigilo do cargo e peculato.

Lusa

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