A empresa pública Águas e Resíduos da Madeira, S.A. (ARM), do Governo Regional PSD/CDS, suspendeu o serviço de água de rega aos regantes de Santa Cruz, nomeadamente dos sítios dos Moinhos, Levadas, Terça, Janeiro, Santa Catarina, alegando as chefias “falta de dinheiro” e recursos humanos.
Élvio Sousa do JPP, tem recebido, nos últimos dias, apelos de vários regantes de Santa Cruz a alertar para o problema, e ele próprio acompanhou a situação na manhã deste sábado
Numa tentativa para encontrar uma solução, o secretário-geral contactou, ontem o responsável pela empresa pública, Amílcar Gonçalves, e registou o que ouviu. “Esse senhor, em vez de arranjar uma solução ainda gozou com a situação, alegando que o ‘dia das petas, foi a 1 de abril’. Uma vergonha de governante, que goza com o ganha-pão da população de Santa Cruz, mas não vou deixar passar isto em claro.”
O líder do JPP prosseguiu. “Os nomeados políticos são assim, soberbos e arrogantes no seu ‘palácio de cristal’, e Amílcar Gonçalves, que deu guarida a arguidos proibidos de exercer cargos públicos, parecia estar mais preocupado com a rega dos campos do golfe, do que minimizar os prejuízos na agricultura em Santa Cruz.”
“Com o tempo quente dos últimos dias, e sem água para regar os terrenos cultivados, os agricultores de Santa Cruz temem prejuízos”. Élvio Sousa lembra que “os agricultores pagaram da água de regadio, com aumentos impostos pela ARM, têm direito a esse serviço, e não podem estar três dias sem regar”. “O problema é a perda das culturas, pois só dentro de 15 dias terão água de rega novamente, e quem assume o prejuízo?”.
“Não podemos aceitar esta discriminação de uma empresa pública, uma sorvedora de dinheiros públicos que devia ser auditada, e que trata os agricultores como fossem escravos”, finaliza.