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Bloco de Esquerda evoca Revolta da Madeira

Data de publicação
04 Abril 2026
12:12

A comissão regional do Bloco de Esquerda da Madeira evoca no dia de hoje, os 95 anos da Revolta da Madeira, considerando o movimento de 1931 como símbolo da resistência democrática e exemplo de coragem popular. Num comunicado intitulado ‘Revolta da Madeira: memória de luta contra os fascismos de ontem e de hoje’, os bloquistas sublinham que a efeméride “recorda a determinação de quem enfrentou a ditadura e defendeu a liberdade” e alertam “para os perigos atuais representados pela ascensão das forças de extrema-direita”.

“A Revolta da Madeira iniciou-se a 4 de abril de 1931, envolvendo militares e civis que se opuseram ao regime saído do golpe de 28 de maio de 1926. O movimento, rapidamente conhecido como a Revolta das Ilhas, estendeu-se também aos Açores e contou com simpatias em várias regiões do continente. Os revoltosos reclamavam o regresso à legalidade constitucional e às liberdades políticas que haviam sido suprimidas pela Ditadura Nacional, antecessora do Estado Novo. Apesar de ter sido derrotado em poucas semanas, o levantamento ficou na história como a primeira grande tentativa organizada de derrubar o regime autoritário”.

No comunicado divulgado esta manhã, o BE Madeira sublinha “que a memória da Revolta deve continuar a inspirar a ação política e cívica”. “A liberdade nunca é um dado adquirido. É preciso defendê-la diariamente contra todas as formas de intolerância e opressão”, refere o texto, que faz um paralelismo entre os combates do passado e os desafios democráticos do presente. O partido considera preocupante “o crescimento, dentro e fora do país, de movimentos extremistas que instrumentalizam o descontentamento popular para disseminar o ódio e atacar direitos fundamentais”.

O Bloco de Esquerda defende ainda “que a Revolta da Madeira merece maior atenção no espaço público e nas escolas, como forma de fortalecer a cultura democrática”. “É um episódio da história da Madeira e do país que exemplifica a força de quem recusou calar-se perante a injustiça e a tirania”, afirma a Comissão Regional, juntando-se “às homenagens prestadas aos revoltosos que, em 1931, desafiaram o poder central em nome de uma sociedade mais livre e justa”.

Para o partido, assinalar os 95 anos da Revolta significa também reafirmar compromissos com a democracia, a paz e a solidariedade. “A Revolta da Madeira permanece um legado de resistência e esperança”, conclui o comunicado, destacando que “a luta contra os fascismos de ontem e de hoje é parte essencial da identidade madeirense e do projeto democrático português”.

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