Pedro Calado assume que "um dos grandes problemas que o Funchal enfrenta é a mobilidade". A discursar no Dia da Cidade do Funchal, o presidente do município entende que essa situação "vai exigir de todos nós, um trabalho árduo, que já iniciámos. Uma tarefa agora facilitada, graças à cooperação e colaboração profícua e institucionalmente responsável existente com o Governo Regional, que permite juntar o melhor dos nossos esforços para solucionar esta e outras situações".
Chamou a atenção para o facto de à população fixa permanente e residente no Funchal, "termos de considerar muitos cidadãos dos concelhos limítrofes, podendo ultrapassar os 200 mil habitantes, permanentes".
A concentração da maioria das atividades económicas, sociais e culturais, bem como de hotéis e espaços de restauração e do Porto do Funchal (que nos primeiros cinco meses deste ano já recebeu 320 mil passageiros), Pedro Calado reconhece que essas circunstâncias "causam uma sobrecarga em termos de mobilidade.
"Como é natural, a mobilidade ressente-se, mais ainda quando atravessamos, nestes últimos anos, um "boom" acentuado de construção, o que provoca sempre constrangimentos. Estamos, todavia, a trabalhar em articulação com o Governo Regional para encontrar as melhores soluções. Não há dúvida de que a construção das novas ligações, em túnel, dará um grande contributo para melhorar, substancialmente, este desafio".
Mas, alertou, "é imperioso que este desafio tenha também a colaboração de outras autarquias, nomeadamente, no que se refere a uma melhoria na frequência das ligações de transportes públicos de e para o Funchal".
"Por outro lado, quero aqui também salientar que continua a ser fundamental a questão da rotatividade dos estacionamentos de modo a melhorarmos a mobilidade interna. Já demos alguns passos nesse sentido e vamos continuar esse trabalho, sem esquecer as zonas comerciais de algumas freguesias, assim como as bolsas de estacionamento nas zonas altas".
Paula Abreu