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Irão: Autoridade Palestiniana e Liga Árabe condenam ataques iranianos

Data de publicação
28 Fevereiro 2026
19:49

A Autoridade Palestiniana condenou hoje os ataques iranianos contra vários países árabes, numa posição acompanhada pela Liga Árabe, que classificou as ações como “violação flagrante da soberania” das nações atingidas.

Em comunicado divulgado pela agência oficial palestiniana Wafa, a Autoridade Palestiniana condenou os ataques do Irão que visaram alvos na Arábia Saudita, Jordânia, Qatar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Iraque, sublinhando a sua “total rejeição de qualquer violação da soberania ou de qualquer agressão” contra estes países.

A nota informativa não faz referência ao ataque lançado esta madrugada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão.

Em resposta à ofensiva norte-americana e israelita, a República Islâmica lançou mísseis e drones contra vários países árabes, incluindo monarquias do Golfo aliadas de Washington e que albergam bases militares norte-americanas.

Também o secretariado-geral da Liga Árabe, organização que reúne 22 países de África e do Médio Oriente, condenou os “ataques e agressões iranianas” contra países da região “que não participaram nesta guerra”.

A organização, com sede no Cairo, referia-se aos ataques contra bases militares norte-americanas em vários países da região, não tendo sido até ao momento reportados danos materiais. Pelo menos uma vítima mortal foi registada, bem como algumas dezenas de feridos.

“Os ataques com mísseis representam uma violação flagrante da soberania dos países que clamam pela paz, têm trabalhado para alcançar a estabilidade e não participaram na guerra”, afirmou a Liga Árabe em comunicado.

A organização manifestou “total solidariedade” com os países visados e declarou apoio a quaisquer medidas que estes decidam adotar “para se defenderem e protegerem os seus povos”.

Na mesma nota, a Liga Árabe recordou que os países árabes “assumiram posições claras” na crise iraniana, rejeitando ações militares contra Teerão e desenvolvendo “enormes esforços” de mediação para evitar a escalada.

O Irão lançou hoje ataques contra a maioria das monarquias do Golfo, provocando pelo menos um morto nos Emirados Árabes Unidos (EAU), numa retaliação ao ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel que intensificou os receios de um conflito regional alargado.

Explosões foram registadas em Riade, Abu Dhabi, Doha, Dubai, Kuwait e Manama, tendo apenas o sultanato de Omã, que atua como mediador nas negociações nucleares retomadas em fevereiro entre Teerão e Washington, sido poupado.

Nos Emirados Árabes Unidos, um civil morreu em Abu Dhabi devido à queda de destroços de mísseis, informou o Ministério da Defesa, que classificou o incidente como “um claro ataque com mísseis balísticos iranianos”.

No Dubai, quatro pessoas ficaram feridas num incêndio, após uma explosão ouvida na ilha artificial The Palm, de acordo com testemunhas citadas pela agência France-Presse (AFP).

No Kuwait, que encerrou o espaço aéreo, 12 pessoas ficaram feridas em ataques aéreos, segundo as autoridades.

Três militares ficaram feridos num ataque com mísseis contra a Base Aérea de Ali Al-Salem, que acolhe forças norte-americanas e de outras nacionalidades.

Um drone atingiu também o Aeroporto Internacional do Kuwait, causando ferimentos ligeiros em funcionários e “danos materiais limitados” no terminal.

O Qatar anunciou ter “repelido uma série de ataques com mísseis” contra o seu território, incluindo contra a Base Aérea de Al-Udeid, a maior instalação militar norte-americana na região e sede avançada do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

No Bahrein, as autoridades evacuaram um distrito de Manama onde se localiza o quartel-general da Quinta Frota dos Estados Unidos, alvo de mísseis iranianos.

Três edifícios residenciais foram danificados por drones e destroços, segundo o Ministério do Interior, que anunciou que as escolas e as universidades seriam encerradas e as aulas seriam realizadas à distância.

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