O líder do movimento huthi do Iémen, alinhado com o Irão, Abdel Malik al-Huthi, expressou hoje total solidariedade com o Irão e declarou que o seu grupo está pronto para “qualquer escalada” do conflito na região.
Al-Huthi afirmou, num discurso televisionado, que “a República Islâmica do Irão, com a sua corajosa Guarda Revolucionária e o seu valente exército, está a cumprir o seu dever sagrado de combatente em legítima defesa” contra Israel e os Estados Unidos.
O líder do movimento huthi do Iémen considerou ainda que o Irão “conta com a capacidade militar contundente e os meios necessários para infligir castigo aos inimigos”, manifestando-se solidário com a reação iraniana.
“Estamos totalmente preparados para qualquer evolução”, acrescentou Al-Huthi, considerando o confronto como “uma luta regional” mais ampla, “de toda a nação islâmica contra a tirania sionista americano-israelita”.
Descreveu os ataques iranianos contra bases americanas na região “como um direito legítimo, insistindo que não eram dirigidos contra os países onde essas bases militares estão localizadas”.
Durante a guerra entre Israel e o Hamas, os huthis lançaram mísseis e drones contra Israel e atacaram repetidamente navios comerciais em rotas marítimas importantes, como o Mar Vermelho e o Estreito de Bab el Mandib, alegando que os ataques apoiavam os palestinianos em Gaza.
No entanto, o grupo chegou a um acordo com os EUA para cessar os seus ataques à navegação após uma ofensiva de bombardeamentos impulsionada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e desde então tem permanecido em segundo plano.
Israel e Estados Unidos lançaram hoje um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, já foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido já condenaram os ataques iranianos.