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Polícia turca cerca sede do maior partido da oposição para destituir o líder

Data de publicação
24 Maio 2026
12:35

Um contingente policial cercou hoje a sede do maior partido da oposição turca, o Partido Republicano do Povo (CHP), para destituir o seu líder, Özgür Özel, que tinha sido afastado do cargo na quinta-feira por ordem judicial.

Durante a manhã, numerosos apoiantes de Özel, eleito em novembro de 2023 num congresso do Partido Republicano do Povo (CHP na sigla original, de matriz social-democrata), ocuparam a sede e impediram a entrada da equipa de Kemal Kiliçdaroglu, o antigo líder de 77 anos colocado de novo à frente do partido por decisão de um tribunal.

Alguns confrontos ocorreram entre apoiantes de ambos os lados no exterior do edifício, mas a equipa de Kiliçdaroglu acabou por solicitar às forças policiais de Ancara que os adversários fossem retirados das instalações.

Parlamentares leais a Özel, que não puderam ser detidos devido à imunidade parlamentar, mantiveram-se no interior do edifício, apesar da entrada de uma força policial na sede do CHP.

Na sentença que destituiu Özel do cargo na quinta-feira, ainda a ser objeto de recurso para o Supremo Tribunal da Turquia, deu-se como provada a compra de votos por delegados no congresso do partido em 2023, anulando assim os resultados, assim como os dos congressos seguintes, o que levou à substituição da liderança do partido.

Özel, apoiado pela grande maioria dos 138 membros do CHP no parlamento e pelos presidentes de câmara de pelo menos 12 capitais provinciais importantes, que assinaram ontem um manifesto de apoio conjunto, considerou a decisão judicial como uma manobra política instigada pelo governo turco para enfraquecer o partido da oposição.

Durante a liderança de Kiliçdaroglu, entre 2010 e 2023, o CHP manteve uma intenção de voto de pouco mais de 25%, mas nas eleições municipais de 2024, já com Özel como líder, tornou-se o partido mais votado, com 37%, ultrapassando o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), do Presidente Recep Tayyip Erdogan.

A próxima eleição presidencial está prevista para 2028, mas o presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, membro do CHP, e principal adversário de Erdogan, está preso desde março do ano passado e a ser julgado por acusações de corrupção.

Observadores afirmam que muitos processos judiciais contra o CHP — centrados em alegações de corrupção — visam neutralizar o partido antes das próximas eleições, mas o governo insiste que os tribunais da Turquia são imparciais e atuam independentemente das pressões políticas.

Nas negociações para a sua sucessão, Özel chegou a mostrar-se disponível para entregar a liderança a Kiliçdaroglu, caso este venha a ser eleito num congresso do partido a convocar num prazo de 40 dias.

Até ao momento, Kiliçdaroglu apenas declarou que o congresso se realizará “no momento oportuno”.

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