Realizou-se, ontem, uma concentração à entrada do Lar Câmara de Lobos Living Care em “defesa dos trabalhadores da Associação Living Care” que, segundo Nelson Pereira, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, enfrentam constantes “pressões” e condições de trabalho desvalorizadoras.
“Temos vindo a registar em contacto com os trabalhadores que estão em constante pressão, há falta de respeito, são desprezados, desvalorizados profissionalmente. Portanto, cria um clima de muita pressão e de muito medo entre os trabalhadores para as chefias”, denuncia o sindicalista.
O coordenador revelou também que, apesar de já terem ocorrido duas reuniões com a administração da instituição, promessas de resolução desses problemas, particularmente no Lar de Câmara de Lobos, continuam sem serem cumpridas. Estão também em causa problemas relacionados com as escalas de serviço, que os trabalhadores pedem para ser rotativas; questões associadas à marcação de férias; e às categorias “que nunca sobem”.
No entanto, no que toca a este ponto, o responsável indica que o assunto está também associado aos baixos salários, que, segundo aponta, tem que ver com os acordos que existem com as IPSS.
Aliás, a este propósito, o dirigente afirma que este será um ponto a reivindicar na greve das IPSS e misericórdias que está agendada para dia 21 de março. Nelson Pereira informou ainda que nos dias 10, 11 e 12 de março, o sindicato tem agendado um plenário com os trabalhadores para discutir estes e outros assuntos prementes.