A Câmara Municipal de Santa Cruz (CMST) apresentou hoje o primeiro Plano Integrado de Salvamento (PIS) do concelho, com o objetivo de reforçar a segurança das praias e das áreas balneares.
De acordo com a presidente da autarquia, Élia Ascensão, a implementação deste plano implica “um compromisso financeiro por parte do Município de Santa Cruz no montante de 90 mil euros, a que se somam outros 600 mil euros de investimento na beneficiação das duas principais praias do concelho, a dos Reis Magos e das Palmeiras, e em trabalhos preparatórios para a abertura da próxima época balnear”.
Em declarações à comunicação social, a autarca aponta que o PIS foi elaborado para “reforçar e oferecer padrões de segurança de referência aos milhares de residentes locais e visitantes que todos os anos frequentam as praias de Santa Cruz”, esperando contar com “a consciencialização e a capacidade de os cidadãos serem eles próprios a acautelar, em primeiro lugar, eventuais situações de risco, cumprindo com as regras para a segurança de todos”.
O PIS 2026 constitui um instrumento de planeamento operacional que estabelece a organização, gestão e coordenação dos meios de vigilância, socorro e assistência nas zonas balneares do Município de Santa Cruz. Desta forma este plano apresenta a definição dos limites das áreas destinadas a banhos, através de sinalização adequada, incluindo bandeiras, boias e sistemas de balizamento, garantindo assim a separação entre zonas seguras e áreas potencialmente perigosas. Paralelamente, identifica zonas não vigiadas (ZNV), alertando os utilizadores para a ausência de vigilância permanente.
No que respeita aos meios de segurança, o plano contempla a instalação de postos de praia e de primeiros socorros, bem como a colocação estratégica de nadadores-salvadores ao longo da linha costeira. Adicionalmente, são considerados equipamentos complementares, como plataformas flutuantes, que contribuem para o reforço da segurança e apoio aos banhistas.
Desenhado e pensado para se tornar “num plano de referência” em matéria de segurança das zonas balneares, a autarquia de Santa Cruz refere que o PIS integra ainda os meios de emergência médica, assegurando a presença de ambulâncias em pontos estratégicos quando se justificar, definindo rotas de evacuação médica, quer por via terrestre, quer por via marítima. Estas rotas são planeadas de forma a garantir uma resposta rápida e eficaz em situações de emergência.
Os acessos às zonas balneares são igualmente organizados no âmbito do PIS, permitindo a circulação eficiente de meios de socorro e facilitando a evacuação de vítimas, sempre que necessário.
O plano abrange, em particular, a orla costeira dos Reis Magos e de Santa Cruz, procedendo à divisão destas áreas em Unidades Balneares (UB), nomeadamente UB1 nos Reis Magos e UB1 e UB2 em Santa Cruz. Esta divisão permite uma gestão mais eficaz dos recursos humanos e materiais, assegurando uma cobertura adequada das zonas de maior afluência.
O PIS, em resumo, alarga de duas para três as unidades balneares abrangidas pelas medidas de segurança, Reis Magos, Palmeiras e São Fernando; sobe dos 100 metros para os 300 metros lineares de praia vigiada; aumenta de quatro para seis o número de nadadores-salvadores, ou seja, dois por cada unidade balnear; instalação de três postos de praias e de primeiros-socorros; dois balizamentos e três plataformas; em 2026, o investimento sobe dos 68 mil euros para 90 mil euros; reforço da sinalização com bandeiras, boias e sistemas de balizamento, separando zonas seguras de potencialmente perigosas e ainda zonas não vigiadas; colocação de ambulâncias em zonas estratégicas (quando se justificar) e rotas de evacuação.