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Respostas domiciliárias assumem “prioridade” no debate sobre envelhecimento no setor social

Data de publicação
18 Março 2026
21:09

A secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, participou esta quarta-feira no Fórum de Enfermeiros do Setor Social, promovido pela Ordem dos Enfermeiros, que decorreu no Funchal, reunindo enfermeiros do setor social para debater os desafios do envelhecimento e da prestação de cuidados na Região.

A sessão contou com a presença do bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, da presidente da Secção Regional da Madeira, Teresa Espírito Santo, da diretora regional para as Políticas Públicas Integradas e Longevidade, Ana Clara Silva, bem como da enfermeira Ana Barradas, que apresentou uma análise da realidade demográfica da Região.

Na sua apresentação, Ana Barradas destacou o envelhecimento progressivo da população e o consequente aumento das necessidades de cuidados, com impacto nas respostas existentes, nomeadamente nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e na Rede de Cuidados Continuados Integrados.

Por seu turno, Paula Margarido sublinhou a importância de continuar a qualificar e reforçar as respostas existentes, designadamente ao nível das respostas intermédias, assegurando transições adequadas após situações clínicas, sempre em articulação com os serviços de saúde e centradas no bem-estar dos utentes.

A governante destacou ainda a aposta deste Governo Regional na adaptação das habitações às necessidades da população idosa, referindo o programa ‘Regressar a Casa’, que visa promover melhores condições de segurança, acessibilidade e autonomia no domicílio.

Foi reforçado que o apoio domiciliário é já uma prioridade nas políticas de envelhecimento, sendo um eixo que continuará a ser aprofundado, permitindo que os idosos permaneçam no seu meio habitual com qualidade de vida, segurança e dignidade.

Neste âmbito, foi sublinhado que a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e a Secretaria Regional da Saúde atuam em total sintonia, assegurando uma resposta articulada que tem vindo a ser consolidada e que será progressivamente reforçada, com foco no domicílio.

Foi ainda destacada a importância de equipas multidisciplinares e de uma intervenção coordenada no terreno, envolvendo cuidadores informais, ajudantes domiciliárias e profissionais de saúde, garantindo um acompanhamento próximo, contínuo e humanizado.

“O reforço dos cuidados no domicílio continuará a ser uma prioridade promovendo maior conforto e segurança para os utentes, evitando deslocações desnecessárias e contribuindo para uma melhor qualidade de vida, sempre em estreita articulação com os serviços de saúde”.

A governante deixou ainda uma palavra de reconhecimento aos enfermeiros do setor social, destacando o seu “papel essencial na proximidade, na humanização dos cuidados e na resposta aos desafios do envelhecimento”, sublinhando que o seu “contributo é determinante para a qualidade e sustentabilidade das respostas na Região”.

O Fórum de Enfermeiros do Setor Social constituiu, segundo a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, “um importante momento de reflexão e partilha, reforçando um caminho já em curso de atuação articulada entre os setores social e da saúde, orientado para respostas cada vez mais próximas, integradas e centradas nas pessoas”.

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