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PS critica “prioridades invertidas” do Governo no Porto Santo

Data de publicação
26 Abril 2026
15:34

A presidente do PS-Madeira alertou, hoje, para a necessidade de o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo ser mais reivindicativo na defesa dos interesses da população local.

Célia Pessegueiro, que este domingo se encontra na ilha dourada a contactar com a população, participou, há pouco, num convívio com militantes e simpatizantes do PS, dando continuidade às comemorações dos 52 anos do 25 de Abril e dos 50 anos da Constituição da República, que consagrou as autonomias regionais e reconheceu o poder local, permitindo autarcas democraticamente eleitos.

À entrada para a iniciativa, a líder dos socialistas fez questão de destacar o facto de a Câmara do Porto Santo ter sido a primeira autarquia da Região a ser governada pelo PS, realçando o papel decisivo que Góis Mendonça teve no início do percurso autonómico. A dirigente salientou a sua capacidade reivindicativa e o facto de ter defendido, acima de tudo, o interesse da ilha, caraterísticas que contrastam com a postura do atual autarca.

Conforme deu conta Célia Pessegueiro, esta é, aliás, uma das principais queixas que os porto-santenses lhe transmitiram nos contactos estabelecidos ao longo da manhã. Usando como exemplo intervenções da ARM, cuja necessidade não é questionada mas que se arrastam há demasiado tempo, a socialista deu conta que, cada vez que as pessoas sinalizam o facto de haver valas abertas, ruas fechadas e obras paradas, “a reação da Câmara Municipal, nomeadamente do seu presidente, é defender essas entidades, sem mostrar vontade para, junto das mesmas, reivindicar uma rápida intervenção, para que não se continue a prejudicar os negócios e a vida das pessoas”.

Na ocasião, Célia Pessegueiro aproveitou para assinalar, finalmente, a adjudicação da segunda fase da Unidade Local de Saúde, mas não deixou de criticar o facto de o Governo Regional “ter sido bem mais célere” a lançar o concurso das obras do campo de golfe. “Não se percebe esta inversão de prioridades. Não se percebe o facto de se estar a canalizar os recursos humanos e as empresas para obras que não são, neste momento, a prioridade para as pessoas, quando há outras obras públicas de grande interesse e de grande relevo que estão paradas há mais de dois anos”, declarou, acrescentando que a população se sente revoltada e abandonada pelo Governo e pela autarquia.

Porto Santo “não pode ser esquecido”

Por seu turno, a presidente da Concelhia do PS do Porto Santo alertou para as ameaças que a democracia e a liberdade enfrentam nos dias de hoje, bem como para os discursos fáceis que tudo prometem, mas não têm resultados práticos.

“Falar da democracia aqui no Porto Santo, no meio do Atlântico, não é apenas falar do conceito abstrato de liberdade, é o direito de não sermos esquecidos em virtude da distância que nos separa”, afirmou Nádia Melim. A socialista criticou as “vozes que prometem soluções mágicas e instantâneas”, constatando que os problemas se mantêm, sendo exemplos disso o aumento do custo de vida e a ausência de medidas para mitigar os respetivos efeitos, a falta de médicos ou as dificuldades crónicas no transporte aéreo e marítimo. “Viver em democracia no Porto Santo significa que a nossa voz não se perde no mar”, afirmou a presidente da estrutura concelhia, alertando para o risco de erosão que o regime democrático enfrenta.

Nádia Melim referiu que Abril abriu caminhos que antes eram negados ao povo, mas deixou um alerta: “não nos iludamos, a exploração não desapareceu, apenas mudou de forma. As injustiças persistem e o fascismo moderno continua a perseguir-nos com discursos bem ensaiados e promessas fáceis”. Conforme apontou, o avanço dos discursos populistas corrói as bases da nossa convivência e ameaça os direitos conquistados, sendo que quem discorda não é apenas um adversário político, mas um inimigo.

“Quando deixamos de ver o outro como cidadão legítimo e igual, a democracia começa a morrer por dentro”, disse a socialista, apelando ao diálogo e à coragem para rejeitar o ódio. “Não permitiremos que o barulho dos discursos prepotentes e extremistas cale a voz dos democratas, de quem defende os direitos de cada um de nós”, asseverou.

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