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PPM Madeira assinala o 1 de Maio com um aviso ao Governo

Data de publicação
01 Maio 2026
10:03

Cinquenta e dois anos depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, o Dia do Trabalhador celebra-se hoje, 1 de maio de 2026, com um sabor agridoce.

O PPM Madeira não passa esta data em silêncio. O partido considera que “o atual Governo se prepara para dar mais uma machadada nos direitos dos trabalhadores portugueses, através de um novo pacote laboral que, na sua perspetiva, fragiliza garantias fundamentais conquistadas ao longo de gerações incluindo o direito à greve e outros pilares da proteção laboral”.

“A preocupação centra-se, em especial, nas consequências para os trabalhadores mais jovens. O novo quadro legislativo, o partido, compromete a estabilidade dos projetos de vida, mantém salários abaixo do custo de vida atual e empurra os jovens qualificados para a emigração numa altura em que Portugal mais precisa de mão de obra especializada. A este cenário acresce o aumento da idade da reforma, medida considerada completamente absurda face à realidade vivida pelos trabalhadores”.

“A modernização da economia não pode jamais servir de justificação para diminuir direitos, enfraquecer vínculos laborais ou reduzir a capacidade de negociação de quem trabalha”, defende o PPM Madeira, sublinhando que “o verdadeiro progresso só é legítimo quando se traduz em melhores condições de trabalho e salários dignos”.

No dia de hoje, o partido evoca a figura do Comendador Rui Nabeiro, empresário e fundador do império Delta Cafés, amplamente elogiado pela forma como sempre colocou as pessoas à frente do lucro imediato. “Uma das suas frases tornou-se referência: recusou modernizar o negócio de forma a despedir trabalhadores, porque não queria perder mão de obra e prejudicar muitas famílias”. Um humanismo que, segundo o PPM Madeira, muitos que o elogiaram em vida parecem ter esquecido rapidamente.

O apelo é direto: que o Governo e os grandes empresários olhem para o exemplo de Rui Nabeiro e reconsiderem um caminho que, nas palavras do partido, se aproxima perigosamente de “um pacote laboral de escravidão”.

Comemorar o Dia do Trabalhador, conclui o PPM Madeira, “exige mais do que recordar o passado. Exige olhar o presente com sentido crítico e agir”.

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