A queda de pedras na freguesia do Seixal voltou a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária no respetivo troço da via expresso. Instado pelos jornalistas a respeito de uma solução, à margem da apresentação do sistema de modernização de iluminação da rede pública, o secretário regional de Equipamentos e Infraestruturas garantiu que o Governo Regional está a avançar com soluções estruturais, embora admita constrangimentos no acesso a financiamento europeu.
Segundo Pedro Rodrigues, está em curso um plano de monitorização ambiental associado a um projeto já concluído, que prevê a construção de um “falso túnel” para proteção da via. No entanto, por envolver o domínio público marítimo, a obra exigiu uma avaliação de impacto ambiental e respetivos planos de monitorização, ainda em fase de conclusão processual.
Pedro Rodrigues explicou que não foi possível enquadrar este tipo de intervenção como infraestrutura rodoviária para efeitos de financiamento comunitário, uma vez que as prioridades europeias estão centradas na ferrovia. “Estamos a tentar enquadrar o projeto no eixo da prevenção de riscos naturais”, afirmou, sublinhando que essa poderá ser a via para garantir apoio financeiro.
Para além disso, ocorreu uma quebrada que levou ao corte da Estrada Regional 110, entre a Portela e o Caminho do Gambão, no Porto da Cruz. A via permanece obstruída, estando os trabalhos de limpeza dependentes de condições de segurança. “Foi uma grande derrocada. Estamos a iniciar os procedimentos para limpar a estrada, mas ainda não é possível prever a reabertura”, indicou.
Pedro Rodrigues disse ainda que o presidente da Empresa de Eletricidade da Madeira comunicou ainda o deslizamento de terras que destruiu uma levada que abastece uma central hídrica, o que obriga a uma nova intervenção urgente. O governante reconhece que estes episódios fazem parte da realidade regional, devido à orografia da Madeira, mas garantiu atenção prioritária às vias principais, como a via expresso.