O PCP realizou esta sexta-feira uma ação de contacto com a população no centro do Funchal para denunciar a escalada do custo de vida e defender medidas que travem a especulação, garantindo melhores condições de vida para trabalhadores, reformados e famílias.
Durante a iniciativa, Ricardo Lume criticou a justificação dos aumentos de preços com a guerra e outros “pretextos” e afirmou que “não podem ser os trabalhadores e o povo a pagar a fatura das pretensões militares de Trump e companhia.”
O dirigente sublinhou que os preços de habitação, eletricidade, água, gás, comunicações e bens alimentares estão a tornar-se insuportáveis para milhares de famílias, enquanto grandes empresas continuam a acumular lucros milionários. “Nos lucros das multinacionais não se toca. Mas nos bolsos dos trabalhadores, dos reformados e dos pequenos empresários a história é sempre a mesma: são sempre os mesmos a pagar a fatura”, afirmou.
O PCP propõe medidas concretas para combater a especulação, incluindo a regulação dos preços dos combustíveis, a fixação do preço do gás de botija em 20 euros, o controlo dos preços de bens alimentares essenciais e a intervenção em spreads e comissões bancárias.
“Porque regular preços não é um crime — é uma necessidade social. Crime é especular com as necessidades do povo. Crime é ser conivente com a escalada da guerra e com o empobrecimento do país”, concluiu Ricardo Lume.