Paulo Cafôfo aproveitou a apresentação do relatório de atividades dos órgãos cessantes para um discurso de balanço da sua liderança, manifestando que continuará disponível para a sua missão, em prol da Madeira. Mas, não deixou de enviar recados para dentro do partido.
Recordou que liderou o partido em momentos com vários atos eleitorais, com dificuldades acrescidas, em que “não existia condições mínimas de estabilidade para liderar o partido”. O líder cessante reforçou que liderar não é apenas comandar o barco, “mas sim não largar o leme e saber quando passar o testemunho”.
Espera um partido que trabalhe em equipa, deixando a mensagem de que “o fogo amigo mata”, numa alusão a “franco-atiradores de bastidores” que encontrou no seu percurso, e que ajudaram a enfraquecer o partido.
Sublinhando ainda que nunca será “adepto de uma paz podre”, Paulo Cafôfo expressou que espera que o PS consiga restabelecer a confiança do eleitorado.
Prometeu que estará no partido “não como um obstáculo, mas como um militante leal e comprometido o com o partido, lado a lado com Célia Pessegueiro, num percurso que não será fácil.
O socialista comentou ainda que ficou surpreendido pela positiva com o convite da nova líder para integrar a Mesa de Honra, mas, assumiu que não ocupará o lugar como um “histórico”, pretendendo manter-se ativo e disponível para o partido.
Antes, deixou palavras de apoio para com a comunidade venezuelana.
Elisa Seixas, da equipa cessante, lembrou, por seu turno, os dois anos de intensa atividade política, com vários atos eleitorais regionais, nacionais e internos.