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Paulo Cafôfo deixa recados: “o fogo amigo também mata”

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
10 Janeiro 2026
12:12

Paulo Cafôfo aproveitou a apresentação do relatório de atividades dos órgãos cessantes para um discurso de balanço da sua liderança, manifestando que continuará disponível para a sua missão, em prol da Madeira. Mas, não deixou de enviar recados para dentro do partido.

Recordou que liderou o partido em momentos com vários atos eleitorais, com dificuldades acrescidas, em que “não existia condições mínimas de estabilidade para liderar o partido”. O líder cessante reforçou que liderar não é apenas comandar o barco, “mas sim não largar o leme e saber quando passar o testemunho”.

Espera um partido que trabalhe em equipa, deixando a mensagem de que “o fogo amigo mata”, numa alusão a “franco-atiradores de bastidores” que encontrou no seu percurso, e que ajudaram a enfraquecer o partido.

Sublinhando ainda que nunca será “adepto de uma paz podre”, Paulo Cafôfo expressou que espera que o PS consiga restabelecer a confiança do eleitorado.

Prometeu que estará no partido “não como um obstáculo, mas como um militante leal e comprometido o com o partido, lado a lado com Célia Pessegueiro, num percurso que não será fácil.

O socialista comentou ainda que ficou surpreendido pela positiva com o convite da nova líder para integrar a Mesa de Honra, mas, assumiu que não ocupará o lugar como um “histórico”, pretendendo manter-se ativo e disponível para o partido.

Antes, deixou palavras de apoio para com a comunidade venezuelana.

Elisa Seixas, da equipa cessante, lembrou, por seu turno, os dois anos de intensa atividade política, com vários atos eleitorais regionais, nacionais e internos.

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