O Estabelecimento Vila Mar recebeu hoje a visita da secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, e da presidente do Instituto de Segurança Social da Madeira (ISSM), Nivalda Gonçalves.
Citada em comunicado alusivo a esta iniciativa, Paula Margarido sublinha que “o acolhimento residencial pode ser profundamente transformador” e que o estigma associado a estas estruturas “é injusto”.
“O Vila Mar é muito mais do que uma resposta social. É uma casa que combate preconceitos, onde o rigor e a disciplina andam de mãos dadas com os afetos, como se de uma família se tratasse”, defende.
A governante destacou a abordagem da equipa, referindo que a integração de cada jovem é antecedida por um momento de escuta e partilha, criando uma relação de confiança duradoura.
“Não há guiões fechados, há escuta ativa. Há disponibilidade para ouvir o medo e transformá-lo em esperança”, disse, acrescentando que muitos jovens encontram ali “estabilidade, afeto e um porto seguro”.
Paula Margarido salienta a continuidade do acompanhamento após a saída, numa fase exigente do processo de autonomia, dizendo que “o trabalho não termina quando o jovem sai. Há uma porta sempre aberta. O acolhimento não é ponto final, é ponto de viragem”.
O Estabelecimento Vila Mar acolhe atualmente 23 jovens e conta com 35 profissionais. Dispõe de três unidades de acolhimento, incluindo uma de Autonomia, orientada para a preparação da vida adulta. Entre rotinas, regras construídas com os jovens e estímulo ao desenvolvimento pessoal, uma mensagem resume o espírito da casa: ‘Aqui cuidamos uns dos outros’.