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Nova Direita critica custos com representação da República na Madeira e aponta “desperdício de dinheiros públicos”

Data de publicação
25 Abril 2026
12:43

O partido Nova Direita emitiu um comunicado no qual critica os custos associados à representação da República na Madeira e tece várias considerações sobre a gestão de cargos públicos e deslocações institucionais.

Leia o comunicado na íntegra:

“Nos termos da Lei 73-A/2025, que aprovou o Orçamento de Estado para o ano em curso, a tomada de posse de dois representantes da República para a Madeira representa um custo anual para os contribuintes de € 2.700.000 (dois milhões e setecentos mil euros).

Esta verba poderia ser evitada caso o novel presidente tivesse decidido deixar de tratar dos madeirenses e dos açorianos como portugueses de segundo e assumisse, ele próprio, as funções de Representante exclusivo da República, visto que nada na Constituição o impediria de nomear-se a si próprio, atenta precisamente a sua legitimidade popular directa, ainda que minoritária.

Assumindo, desta forma, o chefe da casa civil da presidência (e seu gabinete) toda a parte de logística (administrativa e jurídica) no que toca à produção “legislativa” regional.

Mantém-se assim, no Palácio de São Lourenço, mais uma situação de “job for the boys”, dos que vivem “à grande e à francesa” enquanto a maioria dos madeirenses passa por muitas privações e dificuldades.

A presidência da República custa aos portugueses mais de 25 milhões de euros por ano, superior ao da Monarquia de Espanha, pelo que quando se ouve falar em “dignificar as instituições” tal significa (como sempre) “ir ao bolso” dos contribuintes.

Regista-se ainda um acto de tomada de posse verificado numa sexta-feira, em Lisboa, aproveitando, assim, um fim-de-semana prolongado com passagens aéreas de custo pagas pelos contribuintes, no caso, o desembargador-representante empossado, Rubina Leal e José Manuel Rodrigues (a “muleta mal-amada” do congresso laranja) e sabe-se mais quem tenha ido e ficado na sombra. E depois são estas mesmas almas (ou congéneres de laia idêntica) que vociferam quando as greves são marcadas para sextas ou segundas feiras pelos representantes dos trabalhadores. Dois pesos e duas medidas, já se vê.

Na sua apregoada aparência de seriedade, e em coerência com a mesma, estranha-se que a presidente da assembleia regional tenha alinhado nesta má prática de gestão dos dinheiros públicos. Ou será que pagou a viagem do seu próprio bolso? Será caso para perguntar: Leal ao Funchal mas desleal à Madeira?

Venham as senhoras e senhores, em nome da “Madeira Livre” (a que “ladra” no Congresso contra o cargo de representante, mas que acaba por ir ao “beija-mão”), em especial os que assistiram à tomada de posse de “Barreto 2.0” (salvo o devido respeito pessoal), exibir os custos totais desta deslocação “lúdica” ao Continente português e expliquem qual o real valor acrescentado para os madeirenses (v.g., portugueses de segunda que precisam de um “tutor”) com a mesma.

Uma Assembleia Legislativa Regional verdadeiramente digna desse nome, se, de facto, pretendesse lutar pela sua tão “querida Autonomia”, enviaria sistematicamente os seus diplomas directamente para o Palácio de Belém, ignorando o Palácio de São Lourenço. Ora, a “ida à Corte do Palácio de Seguro” mostrou que Rubina, por coerência e Lealdade a Lisboa, fica completamente inibida nesse sentido, pelo menos por quatro anos.

Quando a Nova Direita integrar a próxima legislatura regional proporá que assim seja, caso a revisão constitucional, entretanto, não extinga este “resquício colonialista” que é um encargo absolutamente desnecessário para o erário público (abocanhado por alguns).”

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