O presidente do Governo Regional afirmou hoje que o Subsídio Social de Mobilidade deve voltar a funcionar nos moldes anteriores às recentes alterações promovidas pelo Governo da República.
“Confusão, já armaram bastante e agora é preciso limpar essa confusão”, atirou Miguel Albuquerque, à margem de uma visita às obras de construção de um novo Centro de Dados da Região. Quando questionado pelos jornalistas sobre como fazê-lo, o governante foi perentório: “É voltar àquilo que existia.”
Albuquerque sublinhou a insatisfação com as alterações ao SSM, desde logo com a medida – entretanto já suspensa – que previa que os beneficiários tivessem de comprovar a ausência de dívidas às finanças e à segurança social, mas mencionou também a passagem do teto mínimo de 400 para 200 euros.
“Isto foi um falhanço completo. Todo o timing, o procedimento, as asneiras que se fez, num sistema que estava a funcionar bem”, sentenciou o chefe do Executivo madeirense. Miguel Albuquerque assume que “vale a pena aperfeiçoar” o modelo, mas que tudo deve ser feito na base do diálogo e incluindo um “período de experimentação”.
Nesse sentido, o governante manifestou-se disponível para discutir o assunto com o primeiro-ministro, mas revelou que ainda não houve qualquer tentativa de contacto por parte do Governo da República.
“Ainda devem estar com o trauma das Presidenciais”, disse. “Agora estão a discutir a segunda volta, mas a minha volta principal é a Madeira e o subsídio de mobilidade.”
Questionado, a propósito, sobre a segunda volta, marcada para 8 de janeiro, Albuquerque acrescentou ainda estar apenas “preocupado em saber” o que dizem os candidatos sobre o tema do subsídio.