Realizou-se, esta manhã, a cerimónia alusiva ao Dia da Revolta da Madeira, com a interpretação do Hino Regional e deposição de flores junto à estátua na rotunda do Largo Charles Conde de Lambert.
Tal como em 1931, os madeirenses ainda têm motivos para lutar contra o centralismo de Lisboa, como reconheceram a presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Rubina Leal e a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido.
A responsável pelo Parlamento madeirense vincou que ainda hoje, quando necessário, os madeirenses sabem se revoltar contra atitudes centralistas que ainda persistem. “O povo madeirense quando quer, quando acha que é importante consegue se revoltar”, reforçou, lembrando que na revolta da Madeira, o povo associou -se aos militares, numa demonstração da fibra dos madeirenses. “Hoje é uma grande evocação que vamos continuar a manter”, disse Rubina Leal.
Nos dias de hoje, “há plataformas de entendimento”, com as entidades nacionais, mas “há momentos de verdadeira firmeza perante o todo nacional que temos de manter”, frisou, acentuando que a Madeira acrescenta ao país, “aumentamos o país, somos bem localizados a nível político geográfico. Adiantou que a Madeira é uma região autónoma, com governo próprio que deve ser respeitado.
Por seu turno, Paula Margarido destacou a importância da continuidade territorial para os madeirenses, enaltecendo que o avião não é um privilégio, mas um meio de transporte essencial para os residentes nas ilhas.