Luís Neves foi empossado na passada segunda-feira como ministro da Administração Interna.
Com uma carreira ligada à Polícia Judiciária, a nomeação do novo MAI gerou alguma expectativa entre os profissionais do setor. “Estamos a falar de alguém com percurso ligado à área policial, que conhece a realidade operacional e os desafios diários das forças de segurança. Isso é positivo. Mas agora o que se exige são decisões concretas”, ressalva, em declarações ao JM, o coordenador regional da ASPP (Associação Sindical dos Profissionais da Polícia).
Adelino Camacho revela que a ASPP já solicitou, formalmente, ao novo ministro, uma reunião para entregar um caderno reivindicativo, que inclui todas as matérias estruturais que o sindicato considera de extrema importância, onde se incluem carreira, suplementos, e “outras reivindicações transversais a todo o País”, com especial relevo para o subsídio de insularidade e a degradação de algumas esquadras da Região.
“Conhecendo a realidade policial, pode priorizar medidas concretas que aumentem a eficácia operacional e melhorem a motivação dos efetivos. Isso inclui investimentos em meios, equipamentos, formação contínua e planos de retenção de pessoal, especialmente em regiões insulares, onde os desafios são mais evidentes”, considera o coordenador regional da ASPP.