A Madeira foi hoje distinguida como uma “região segura do AVC”, ao receber o galardão ‘Região Angels’, atribuído pela Angels Initiative. Inês Carvalho, representante da iniciativa em Portugal, sublinhou que a Madeira tem conseguido manter “consistentemente” os padrões nos parâmetros avaliados, sendo mesmo “um verdadeiro exemplo a nível nacional”.
A distinção resulta de vários indicadores positivos alcançados pela Região, desde a literacia da população sobre os sinais de AVC, até à eficácia da resposta pré-hospitalar, assegurada por bombeiros e pela Cruz Vermelha, e à qualidade dos cuidados prestados em contexto hospitalar, e em especial na Unidade de AVC.
A Madeira é a segunda região do país a alcançar esta distinção, depois do Algarve.
Inês Carvalho alertou também para a gravidade do acidente vascular cerebral, sublinhando a importância da rapidez no tratamento e recordou o impacto da doença.
“O AVC é a doença que mais incapacita e mais mata no nosso país. Os números são realmente assustadores: um em cada cinco de nós, em algum momento, poderá ter um AVC ou um AIT”, salientou a reponsável. “Se alguém que tem um AVC não é tratado nas primeiras quatro horas e meia a 24 horas, isso tem consequências muito graves, podendo ficar permanentemente incapacitado ou morrer.”
Também o presidente do Governo Regional destacou o desempenho da unidade especializada no tratamento do AVC, frisando que “foi reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho de excelência”.
Miguel Albuquerque sublinhou ainda a taxa de mortalidade “muito baixa” na Região, de cerca de 2,8%, que considerou ser “residual”, graças à capacidade de resposta das equipas de socorro e ao tratamento hospitalar.
“No futuro, o que temos de continuar a fazer é termos uma atitude transversal na nossa sociedade, de sensibilização para os fatores de risco”, apontou.