Idosos que vivem sozinhos ou em situação de isolamento total ou temporário, pessoas com mobilidade reduzida e doentes crónicos, residentes na freguesia de São Martinho, são o público-alvo de um projeto de teleassistência apresentado esta tarde pelo presidente da Junta.
Segundo Marco Gonçalves, a iniciativa, que implica a adesão dos interessados, visa garantir que “ninguém fica desamparado quando mais precisa”, através de “uma resposta moderna, eficaz e humana para apoiar quem vive sozinho ou em situação de maior vulnerabilidade”.
O projeto ‘São Martinho cuida’ entra agora na fase de implementação, e em breve serão divulgados os procedimentos de inscrição e os critérios de acesso, através da criação e aprovação de regulamento.
“A teleassistência é mais do que um serviço tecnológico — é um gesto de cuidado, respeito e responsabilidade social. Com este projeto, a Junta de Freguesia de São Martinho reafirma o seu compromisso com uma freguesia mais humana, mais segura e mais solidária”, salientou o presidente da Junta na sessão que contou com a presença da secretária regional da Saúde e da Proteção Civil.
Trata-se de um serviço de assistência permanente, baseado numa central de atendimento telefónico vocacionado para responder a qualquer situação de emergência, através de um sistema de comunicação rápido e seguro sem a necessidade da existência de um telefone ao alcance da mão, que permite ao utilizador pedir ajuda de forma imediata, 24 horas por dia, 365 dias por ano.
Sobre a necessidade da medida, o autarca local revela que tem havido “um aumento significativo da população com mais de 65 anos”, sendo que “muitos destes cidadãos vivem sozinhos, enfrentam limitações de mobilidade ou lidam com doenças crónicas”.
“Situações como quedas, mal-estar súbito ou episódios de desorientação podem ocorrer a qualquer momento. A resposta rápida faz toda a diferença — e é precisamente aqui que a teleassistência se torna essencial”, justifica.
Conforme explicou o presidente da Junta de Freguesia, “com um simples apertar de um botão do controlo remoto fixo ou móvel (que pode ser usado como um relógio de pulso ou colar), é ativada a unidade base de teleassistência e estabelecido de imediato o contacto com a central de atendimento. Ao colocar a chamada, o sistema emite um identificador único que permite identificar o utente mesmo que este esteja impossibilitado de falar. Uma vez ativado, o utente estará em contacto com a central de atendimento em escassos segundos”.
“O intercomunicador integrado na unidade base é suficientemente sensível para captar, com excelente nitidez, o mais pequeno ruído em qualquer parte da casa e permitir a conversação com o utente de forma clara, numa área de até 200m2”, acrescentou.
Este serviço implica adesão, por parte dos potenciais beneficiários. Os dados do utente, necessários ao correto funcionamento do sistema, são, então, recolhidos no momento da sua adesão mediante o preenchimento da respetiva ficha de dados, facultando assim à central de atendimento toda a informação necessária para responder eficazmente a qualquer situação de emergência ou solicitação de apoio.
A ficha de dados contempla informação de contacto de familiares e amigos, condições de saúde a ter em consideração, medico assistente, serviços de apoio complementares.
O sistema de teleassistência tem associado um “call-center” especializado com capacidade para o tratamento informático e automático dos dados de identificação de cada utente, e os operadores dedicados e exclusivos à prestação do serviço estão treinados para o efeito e asseguram um conjunto de serviços.
Atendimento de chamadas, resposta e acompanhamento de situações de emergência; Assessoria médica pelo telefone, e prestação de informação sobre clínicas, hospitais, farmácias de serviço; contacto com familiares e/ou terceiros referenciados; contacto com polícia, bombeiros e ambulâncias sempre que solicitado ou necessário; realização de chamadas programadas no âmbito do combate à solidão e ao isolamento são possibilidades de apoio, entre outras.