O Grupo Parlamentar do PS apresentou, esta terça-feira, um Projeto de Resolução que propõe a implementação do modelo de Habitação Colaborativa Sénior na Região.
O modelo, que promove a convivência comunitária e a autonomia dos seniores, é visto como uma alternativa à institucionalização em lares. No entanto, as deputadas do JPP, Mariusky Spínola e Jéssica Teles, levantaram sérias preocupações quanto à execução do projeto, dadas as “dificuldades” do Governo Regional em garantir respostas adequadas para a população idosa.
Mariusky Spínola destacou a relevância da proposta, mas questionou “a capacidade do Governo Regional de implementar o projeto com eficácia”. A deputada do JPP lembrou que o Executivo tem mostrado “dificuldades em atender às necessidades básicas dos idosos”, como a falta de apoio domiciliário, vagas em centros de dia e de noite, e acesso a unidades de cuidados continuados. “É fundamental garantir o funcionamento pleno das respostas sociais existentes antes de avançar para novos modelos que exigem grandes investimentos e recursos humanos”, afirmou.
A deputada também perguntou a Isabel Garcês, PS, se acredita que o Governo Regional possui condições reais para garantir a execução do projeto de habitação colaborativa, ou se, caso aprovado, o projeto será mais um anúncio sem execução concreta.
Por sua vez, Jéssica Teles, também do JPP, questionou a coerência entre o projeto do PS e as opções políticas do Governo Regional, acusando-o de priorizar investimentos em campos de golfe em vez de investir em respostas sociais essenciais para os idosos em situação de maior dependência. A deputada apontou para o histórico de promessas não cumpridas, como a reabilitação de lares e unidades de cuidados continuados, que continuam sem concretização. “Como acredita que o Governo, que não consegue concretizar respostas básicas, conseguirá implementar um projeto de habitação colaborativa sénior com sucesso?”, questionou.
Apesar de reconhecerem a importância do modelo de Habitação Colaborativa Sénior, as deputadas do JPP alertaram para a necessidade de o Governo Regional primeiro assegurar a eficácia das políticas e respostas sociais básicas antes de implementar projetos mais complexos que exigem um elevado grau de planeamento e recursos.