A Capela de Nossa Senhora da Vida, na Fajã do Mar, no concelho da Calheta, corre risco iminente de desmoronar, na sequência de três derrocadas no espaço de três semanas, a última das quais na noite da passada segunda-feira. E para o deputado do JPP, Basílio Santos, natural da Calheta, é lamentável que “as autoridades não tenham agido de forma atempada na defesa deste património religioso, acabando ultrapassadas pelos factos e colocando em risco a existência da capela”.
“Quem será responsabilizado pelo que vier a acontecer?”, questiona o parlamentar em comunicado de imprensa onde apela às autoridades para que “coloquem o quanto antes técnicos no terreno para evitar o colapso da capela” e salienta que “um Governo que desleixa a memória coletiva, tende a ser um Governo insensível em toda a linha”.
Citado informações disponíveis na página oficial da Câmara da Calheta, o JPP recorda as origens da Capela de Nossa Senhora da Vida. Trata-se de uma capela maneirista do século XVII, de planta longitudinal simples com sacristia anexa no seu lado direito. Fundada por D. Inês Teixeira em 1663, era utilizada para celebrar os ofícios divinos, sendo também local de grande veneração dos pescadores e marinheiros que ali vinham pedir proteção. Foi reedificada na segunda metade do século XIX e em 1986.
A 17 de Julho de 1997 a capela foi doada pelo Dr. Adérito Gomes Ferreira e sua esposa, D. Adriana Maria Teixeira Pestana Gomes, à Região Autónoma da Madeira.